18 de abr de 2016

O que foi aquilo?

Após acompanhar ontem (17/4) a votação do impeachment na câmara dos deputados (mais aqui), destaco alguns pontos:

- Os nossos ilustres deputados não tinham muito a percepção do que estava em jogo e a justificativa, "pela minha família", "meu pai", "minha esposa", "minha neta", "irmão", é absurda, só faltaram pedir um beijo para a Xuxa. Outros argumentos como "por uma estrada melhor", "mais empregos", "segurança", poucos citaram as pedaladas fiscais e decretos, reforçam o abismo de conhecimento político sobre as responsabilidades de um presidente, macro e microeconomia e outros assuntos básicos de sociologia e respeito a democracia.

- O Cunha é um sociopata, impossível ouvir tudo aquilo e não sentir sua honra ofendida, claro que talvez já não há tenha, mas...

- Acho que brotou em nós a consciência de como é importante saber votar, principalmente em deputados.

- Existe uma resposta na psicologia para definir o voto em bando, a pressão daquele circulo ao redor do microfone, a sensação de ir com a maioria (fuga) é tudo um cenário complexo de se analisar, o problema é o efeito ressaca depois. Uma analogia pode ser feita com as brigas em estádio de futebol, ninguém em sã consciência violentaria outra pessoa, no bando este sentimento muda, onde é possível encontrar até seu vizinho mais calmo sendo flagrado em atos animalescos.

- Tática espetacular do Eduardo Cunha, começar pelos estados com menos afinidades do governo, deixando o nordeste para o final, assim os indecisos acompanhavam a maioria.

O nosso futuro vice-presidente é o Cunha, não precisa falar muita coisa, ou seja: deixa rolar.



João M. A. da Silva
Data: 18/4/2016
Hora: 22h20
Momento: A esperança entre o sujo e o mal lavado
criticasconstrutivas.blogspot.com

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