18 de nov de 2013

Supremo Tapetão Federal por Ricardo Melo

Ricardo Melo, 58, é jornalista. Na Folha, foi editor de "Opinião", editor da "Primeira Página", editor-adjunto de "Mundo", secretário-assistente de Redação e produtor-executivo do "TV Folha", entre outras funções. Atualmente é chefe de Redação do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão). Também foi editor-chefe do "Diário de S. Paulo", do "Jornal da Band" e do "Jornal da Globo". Na juventude, foi um dos principais dirigentes do movimento estudantil "Liberdade e Luta" ("Libelu"), de orientação trotskista.

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Supremo Tapetão Federal (site aqui)

Derrotada nas eleições, a classe dominante brasileira usou o estratagema habitual: foi remexer nos compêndios do "Direito" até encontrar casuísmos capazes de preencher as ideias que lhe faltam nos palanques. Como se diz no esporte, recorreu ao tapetão.

O casuísmo da moda, o domínio do fato, caiu como uma luva. A critério de juízes, por intermédio dele é possível provar tudo, ou provar nada. O recurso é também o abrigo dos covardes. No caso do mensalão, serviu para condenar José Dirceu, embora não houvesse uma única evidência material quanto à sua participação cabal em delitos. A base da acusação: como um chefe da Casa Civil desconhecia o que estava acontecendo?

A pergunta seguinte atesta a covardia do processo: por que então não incluir Lula no rol dos acusados? Qualquer pessoa letrada percebe ser impossível um presidente da República ignorar um esquema como teria sido o mensalão.

Mas mexer com Lula, pera aí! Vai que o presidente decide mobilizar o povo. Pior ainda quando todos sabem que um outro presidente, o tucano Fernando Henrique Cardoso, assistiu à compra de votos a céu aberto para garantir a reeleição e nada lhe aconteceu. Por mais não fosse, que se mantivessem as aparências. Estabeleceu-se então que o domínio do fato vale para todos, à exceção, por exemplo, de chefes de governo e tucanos encrencados com licitações trapaceadas.

A saída foi tentar abater os petistas pelas bordas. E aí foi o espetáculo que se viu. Políticos são acusados de comprar votos que já estavam garantidos. Ora o processo tinha que ser fatiado, ora tinha que ser examinado em conjunto; situações iguais resultaram em punições diferentes, e vice-versa.

Os debates? Quantos momentos edificantes. Joaquim Barbosa, estrela da companhia, exibiu desenvoltura midiática inversamente proporcional à capacidade de lembrar datas, fixar penas coerentes e respeitar o contraditório. Paladino da Justiça, não pensou duas vezes para mandar um jornalista chafurdar no lixo e tentar desempregar a mulher do mesmo desafeto. Belo exemplo.

O que virá pela frente é uma incógnita. Para o PT, ficam algumas lições. Faça o que quiser, apareça em foto com quem quer que seja, elogie algozes do passado, do presente ou do futuro --o fato é que o partido nunca será assimilado pelo status quo enquanto tiver suas raízes identificadas com o povo. Perto dos valores dos escândalos que pululam por aí, o mensalão não passa de gorjeta e mal daria para comprar um vagão superfaturado de metrô. Mas como foi obra do PT, cadeia neles.

É a velha história: se uma empregada pega escondida uma peça de lingerie da patroa para ir a uma festa pobre, certamente será demitida, quando não encarcerada --mesmo que a tenha devolvido. Agora, se a amiga da mesma madame levar "por engano" um colar milionário após um regabofe nos Jardins, certamente será perdoada pelo esquecimento e presenteada com o mimo.

Nunca morri de admiração por militantes como José Dirceu, José Genoino e outros tantos. Ao contrário: invariavelmente tivemos posições diferentes em debates sobre os rumos da luta por transformações sociais. Penso até que muitas das dificuldades do PT resultam de decisões equivocadas por eles defendidas. Mas num país onde Paulo Maluf e Brilhante Ustra estão soltos, enquanto Dirceu e Genoino dormem na cadeia, até um cego percebe que as coisas estão fora de lugar.


Opinião

Concordo em grande parte com o colunista Ricardo Melo, porém não acredito ou não quero acreditar que o julgamento foi meramente político, seria algo muito absurdo, pela quantidade de bons juristas que o nosso STF possuí. De todo modo, Maluf solto e tantos outros corruptos é algo vergonhoso de fato, assim como, a inércia do legislativo em criar leis contra o desvio de dinheiro público e outros atos corruptantes é lastimável.



João M. A. da Silva
Data: 18/11/2013
Hora: 08h45
Momento: Democracia ainda em formação
criticasconstrutivas.blogspot.com

24 de set de 2013

Chupa Obama!

Dilma sendo interrogada por militares na ditadura.
Sim! eles cobrem o rosto. Foto Justiça Militar/Ricardo Amaral


Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, na abertura do Debate Geral da 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas - Nova Iorque/EUA - 24/09/2013.

Áudio completo aqui.



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Nova Iorque-EUA, 24 de setembro de 2013

Embaixador John Ashe, Presidente da 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas,

Senhor Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas,

Excelentíssimos Senhores Chefes de Estado e de Governo,

Senhoras e Senhores,

Permitam-me uma primeira palavra para expressar minha satisfação em ver um ilustre representante de Antígua e Barbuda – país que integra o Caribe tão querido no Brasil e em nossa região – à frente dos trabalhos desta Sessão da Assembleia-Geral.

Conte, Excelência, com o apoio permanente de meu Governo.

Permitam-me também, já no início da minha intervenção, expressar o repúdio do governo e do povo brasileiro ao atentado terrorista ocorrido em Nairóbi. Expresso as nossas condolências e a nossa solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo do Quênia.

O terrorismo, onde quer que ocorra e venha de onde vier, merecerá sempre nossa condenação inequívoca e nossa firme determinação em combatê-lo. Jamais transigiremos com a barbárie.

Senhor Presidente,

Quero trazer à consideração das delegações uma questão a qual atribuo a maior relevância e gravidade.

Recentes revelações sobre as atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial.

No Brasil, a situação foi ainda mais grave, pois aparecemos como alvo dessa intrusão. Dados pessoais de cidadãos foram indiscriminadamente objeto de interceptação. Informações empresariais – muitas vezes, de alto valor econômico e mesmo estratégico - estiveram na mira da espionagem. Também representações diplomáticas brasileiras, entre elas a Missão Permanente junto às Nações Unidas e a própria Presidência da República tiveram suas comunicações interceptadas.

Imiscuir-se dessa forma na vida de outros países fere o Direito Internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo, entre nações amigas. Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania. Jamais pode o direito à segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos e civis fundamentais dos cidadãos de outro país.

Pior ainda quando empresas privadas estão sustentando essa espionagem.

Não se sustentam argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo.

O Brasil, senhor presidente, sabe proteger-se.  Repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas.

Somos um país democrático, cercado de países democráticos, pacíficos e respeitosos do Direito Internacional. Vivemos em paz com os nossos vizinhos há mais de 140 anos.

Como tantos outros latino-americanos, lutei contra o arbítrio e a censura e não posso deixar de defender de modo intransigente o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania de meu país. Sem ele – direito à privacidade - não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações.

Estamos, senhor presidente, diante de um caso grave de violação dos direitos humanos e das liberdades civis; da invasão e captura de informações sigilosas relativas as atividades empresariais e, sobretudo, de desrespeito à soberania nacional do meu país.

Fizemos saber ao governo norte-americano nosso protesto, exigindo explicações, desculpas e garantias de que tais procedimentos não se repetirão.

Governos e sociedades amigas, que buscam consolidar uma parceria efetivamente estratégica, como é o nosso caso, não podem permitir que ações ilegais, recorrentes, tenham curso como se fossem normais. Elas são inadmissíveis.

O Brasil, senhor presidente, redobrará os esforços para dotar-se de legislação, tecnologias e mecanismos que nos protejam da interceptação ilegal de comunicações e dados.

Meu governo fará tudo que estiver a seu alcance para defender os direitos humanos de todos os brasileiros e de todos os cidadãos do mundo e proteger os frutos da engenhosidade de nossos trabalhadores e de nossas empresas.

O problema, porém, transcende o relacionamento bilateral de dois países. Afeta a própria comunidade internacional e dela exige resposta. As tecnologias de telecomunicação e informação não podem ser o novo campo de batalha entre os Estados. Este é o momento de criarmos as condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestrutura de outros países.

A ONU deve desempenhar um papel de liderança no esforço de regular o comportamento dos Estados frente a essas tecnologias e a importância da internet, dessa rede social, para construção da democracia no mundo.

Por essa razão, o Brasil apresentará propostas para o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet e de medidas que garantam uma efetiva proteção dos dados que por ela trafegam.

Precisamos estabelecer para a rede mundial mecanismos multilaterais capazes de garantir princípios como:

1 - Da liberdade de expressão, privacidade do indivíduo e respeito aos direitos humanos.

2 - Da Governança democrática, multilateral e aberta, exercida com transparência, estimulando a criação coletiva e a participação da sociedade, dos governos e do setor privado.

3 - Da universalidade que assegura o desenvolvimento social e humano e a construção de sociedades inclusivas e não discriminatórias.

4 - Da diversidade cultural, sem imposição de crenças, costumes e valores.

5 - Da neutralidade da rede, ao respeitar apenas critérios técnicos e éticos, tornando inadmissível restrições por motivos políticos, comerciais, religiosos ou de qualquer outra natureza.

O aproveitamento do pleno potencial da internet passa, assim, por uma regulação responsável, que garanta ao mesmo tempo liberdade de expressão, segurança e respeito aos direitos humanos.

Senhor presidente, senhoras e senhores,

Não poderia ser mais oportuna a escolha da agenda de desenvolvimento pós-2015 como tema desta Sessão da Assembleia-Geral.

O combate à pobreza, à fome e à desigualdade constitui o maior desafio de nosso tempo.

Por isso, adotamos no Brasil um modelo econômico com inclusão social, que se assenta na geração de empregos, no fortalecimento da agricultura familiar, na ampliação do crédito, na valorização do salário e na construção de uma vasta rede de proteção social, particularmente por meio do nosso programa Bolsa Família.

Além das conquistas anteriores, retiramos da extrema pobreza, com o Plano Brasil sem Miséria, 22 milhões de brasileiros, em apenas dois anos.

Reduzimos de forma drástica a mortalidade infantil.  Relatório recente do UNICEF aponta o Brasil como país que promoveu uma das maiores quedas deste indicador em todo o mundo.

As crianças são prioridade para o Brasil. Isso se traduz no compromisso com a educação. Somos o país que mais aumentou o investimento público no setor educacional, segundo o ultimo relatório da OCDE. Agora vinculamos, por lei, 75% de todos os royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde.

Senhor presidente,

No debate sobre a Agenda de Desenvolvimento pós-2015 devemos ter como eixo os resultados da Rio+20.

O grande passo que demos no Rio de Janeiro foi colocar a pobreza no centro da agenda do desenvolvimento sustentável. A pobreza, senhor presidente, não é um problema exclusivo dos países em desenvolvimento, e a proteção ambiental não é uma meta apenas para quando a pobreza estiver superada.

O sentido da agenda pós-2015 é a construção de um mundo no qual seja possível crescer, incluir, conservar e proteger.

Ao promover, senhor presidente, a ascensão social e superar a extrema pobreza, como estamos fazendo, nós criamos um imenso contingente de cidadãos com melhores condições de vida, maior acesso à informação e mais consciência de seus direitos.

Um cidadão com novas esperanças, novos desejos e novas demandas.

As manifestações de junho, em meu país, são parte indissociável do nosso processo de construção da democracia e de mudança social.

O meu governo não as reprimiu, pelo contrário, ouviu e compreendeu a voz das ruas. Ouvimos e compreendemos porque nós viemos das ruas.

Nós nos formamos no cotidiano das grandes lutas do Brasil. A rua é o nosso chão, a nossa base.

Os manifestantes não pediram a volta ao passado. Os manifestantes pediram sim o avanço para um futuro de mais direitos, mais participação e mais conquistas sociais.

No Brasil, foi nessa década, que houve a maior redução de desigualdade dos últimos 50 anos. Foi esta década que criamos um sistema de proteção social que nos permitiu agora praticamente superar a extrema pobreza.

Sabemos que democracia gera mais desejo de democracia. Inclusão social provoca cobrança de mais inclusão social. Qualidade de vida desperta anseio por mais qualidade de vida.

Para nós, todos os avanços conquistados são sempre só um começo. Nossa estratégia de desenvolvimento exige mais, tal como querem todos os brasileiros e as brasileiras.

Por isso, não basta ouvir, é necessário fazer. Transformar essa extraordinária energia das manifestações em realizações para todos.

Por isso, lancei cinco grandes pactos: o pacto pelo Combate à Corrupção e pela Reforma Política; o pacto pela Mobilidade Urbana, pela melhoria do transporte público e por uma reforma urbana; o pacto pela Educação, nosso grande passaporte para o futuro, com o auxílio dos royalties e do fundo social do petróleo; o pacto pela Saúde, o qual prevê o envio de médicos para atender e salvar as vidas dos brasileiros que vivem nos rincões mais remotos e pobres do país; e o pacto pela Responsabilidade Fiscal, para garantir a viabilidade dessa nova etapa.

Senhoras e Senhores,

Passada a fase mais aguda da crise, a situação da economia mundial ainda continua frágil, com níveis de desemprego inaceitáveis.

Os dados da OIT indicam a existência de mais de 200 milhões de desempregados em todo o mundo.

Esse fenômeno afeta as populações de países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Este é o momento adequado para reforçar as tendências de crescimento da economia mundial que estão agora dando sinais de recuperação.

Os países emergentes, sozinhos, não podem garantir a retomada do crescimento global. Mais do que nunca, é preciso uma ação coordenada para reduzir o desemprego e restabelecer o dinamismo do comércio internacional. Estamos todos no mesmo barco.

Meu país está recuperando o crescimento apesar do impacto da crise internacional nos últimos anos. Contamos com três importantes elementos: i) o compromisso com políticas macroeconômicas sólidas; ii) a manutenção de exitosas políticas sociais inclusivas; iii) e a adoção de medidas para aumentar nossa produtividade e, portanto, a competitividade do país.

Temos compromisso com a estabilidade, com o controle da inflação, com a melhoria da qualidade do gasto público e a manutenção de um bom desempenho fiscal.

Seguimos, senhor presidente, apoiando a reforma do Fundo Monetário Internacional.

A governança do fundo deve refletir o peso dos países emergentes e em desenvolvimento na economia mundial. A demora nessa adaptação reduz sua legitimidade e sua eficácia.

Senhoras e senhores, senhor presidente

O ano de 2015 marcará o 70º aniversário das Nações Unidas e o 10º da Cúpula Mundial de 2005.

Será a ocasião para realizar a reforma urgente que pedimos desde aquela cúpula.

Impõe evitar a derrota coletiva que representaria chegar a 2015 sem um Conselho de Segurança capaz de exercer plenamente suas responsabilidades no mundo de hoje.

É preocupante a limitada representação do Conselho de Segurança da ONU, face os novos desafios do século XXI.

Exemplos disso são a grande dificuldade de oferecer solução para o conflito sírio e a paralisia no tratamento da questão israelo-palestina.

Em importantes temas, a recorrente polarização entre os membros permanentes gera imobilismo perigoso.

Urge dotar o Conselho de vozes ao mesmo tempo independentes e construtivas. Somente a ampliação do número de membros permanentes e não permanentes, e a inclusão de países em desenvolvimento em ambas as categorias, permitirá sanar o atual déficit de representatividade e legitimidade do Conselho.

Senhor presidente,

O Debate Geral oferece a oportunidade para reiterar os princípios fundamentais que orientam a política externa do meu país e nossa posição em temas candentes da realidade e da atualidade internacional. Guiamo-nos pela defesa de um mundo multilateral, regido pelo Direito Internacional, pela primazia da solução pacífica dos conflitos e pela busca de uma ordem solidária e justa – econômica e socialmente.

A crise na Síria comove e provoca indignação. Dois anos e meio de perdas de vidas e destruição causaram o maior desastre humanitário deste século.

O Brasil, que tem na descendência síria um importante componente de nossa nacionalidade, está profundamente envolvido com este drama.

É preciso impedir a morte de inocentes, crianças, homens, mulheres e idosos. É preciso calar a voz das armas – convencionais ou químicas, do governo ou dos rebeldes.

Não há saída militar. A única solução é a negociação, o diálogo, o entendimento.

Foi importante a decisão da Síria de aceder à Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas e aplicá-la imediatamente.

A medida é decisiva para superar o conflito e contribui para um mundo livre dessas armas. Seu uso, reitero, é hediondo e inadmissível em qualquer situação.

Por isso, apoiamos o acordo obtido entre os Estados Unidos e a Rússia para a eliminação das armas químicas sírias. Cabe ao Governo sírio cumpri-lo integralmente, de boa-fé e com ânimo cooperativo.

Em qualquer hipótese, repudiamos intervenções unilaterais ao arrepio do Direito Internacional, sem autorização do Conselho de Segurança. Isto só agravaria a instabilidade política da região e aumentaria o sofrimento humano.

Da mesma forma, a paz duradoura entre Israel e Palestina assume nova urgência diante das transformações por que passa o Oriente Médio.

É chegada a hora de se atender às legítimas aspirações palestinas por um Estado independente e soberano.

É também chegada a hora de transformar em realidade o amplo consenso internacional em favor de uma solução de dois Estados.

As atuais tratativas entre israelenses e palestinos devem gerar resultados práticos e significativos na direção de um acordo.

Senhor presidente, senhoras e senhores,

A história do século XX mostra que o abandono do multilateralismo é o prelúdio de guerras, com seu rastro de miséria humana e devastação.

Mostra também que a promoção do multilateralismo rende frutos nos planos ético, político e institucional.

Renovo, assim, o apelo em prol de uma ampla e vigorosa conjunção de vontades políticas que sustente e revigore o sistema multilateral, que tem nas Nações Unidas seu principal pilar.

Em seu nascimento, reuniram-se as esperanças de que a humanidade poderia superar as feridas da Segunda Guerra Mundial.

De que seria possível reconstruir, dos destroços e do morticínio, um mundo novo de liberdade, de solidariedade e prosperidade.

Temos todos a responsabilidade de não deixar morrer essa esperança tão generosa e tão fecunda.

Muito obrigada, senhores e senhoras.




João M. A. da Silva
Data: 24/09/2013
Hora: 21h55
Momento: Aqui não!
criticasconstrutivas.blogspot.com

16 de set de 2013

Sobre a experiência

"A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido." (Confúcio)

Mais sobre Confúcio aqui.



João M. A. da Silva
Data: 16/09/2013
Hora: 15h00
Momento: A jornada
criticasconstrutivas.blogspot.com

3 de set de 2013

Agora é Oficial! Nossos políticos são mesmos bandidos!

Se antes ficava no imaginário popular agora não mais, parabéns aos nossos políticos que receberam o certificado que faltava, o diploma de presidiário do deputado Natan Donadon, que foi absolvido da cassação pelos pares (leia mais aqui), cai como uma cereja no bolo da já desgastada imagem da classe política brasileira. Donadon cumpre pena de 13 anos por formação de quadrilha e peculato.

A briga agora voltou para o STF (aqui 1 e aqui 2) e com os deputados do bem (sim eles existem!).

Mais a marca já ficou: Deputado Presidiário você só encontra no Brasil, seu número, 171.



João M. A. da Silva
Data: 03/09/2013
Hora: 21h40
Momento: Eles não entenderam nada sobre as manifestações.
criticasconstrutivas.blogspot.com

2 de set de 2013

O apoio das Organizações Globo à Ditadura Militar e o Levante Popular

Reproduzo abaixo dois textos interessantes. O primeiro, uma analise sobre a mea-culpa das Organizações Globo (editorial aqui) ao apoio do Golpe Militar de 64 (wiki aqui) do Barão de Itararé RJ (aqui) e o segundo, explicações do Levante Popular (aqui) sobre as manifestações em frente a Rede Globo do dia 30/08/2013 (aqui).

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Nota pública do Barão de Itararé sobre a suposta “autocrítica” da Globo

A Realidade é bem mais dura que a autocrítica
Quando chegar o momento 
Esse meu sofrimento 
Vou cobrar com juros, juro 
Todo esse amor reprimido 
Esse grito contido 
Este samba no escuro 
Você que inventou a tristeza 
Ora, tenha a fineza 
De desinventar 
Você vai pagar e é dobrado 
Cada lágrima rolada 
Nesse meu penar
(Chico Buarque)

As Organizações Globo publicaram no último dia 31 de agosto editorial onde reconhecem o apoio ao Golpe de 1964 e afirmam que essa postura foi um erro. O mesmo editorial também reconhece o que todo mundo já sabia: que o Estado de São Paulo, a Folha de São Paulo, o Correio da Manhã e outros veículos também foram coniventes com a ditadura que se constituiu em um dos capítulos mais vergonhosos da história do Brasil.

O que o Jornal O Globo fez durante a ditadura militar, não foi apenas um apoio. Foi uma parceria simbiótica. Um crime. Um crime de uma organização que se transformou em ferramenta dos militares para consolidar sua hegemonia e que também tem em suas mãos o sangue de todos os mortos pelo regime autoritário. Um crime que fez a família Marinho ter hoje três dos seus herdeiros entre os 10 homens mais ricos do Brasil.

Um crime que acobertou outros crimes, como o impedimento da instalação de um CPI para investigar o acordo Globo-Time Life em 1966; que garantiu o aproveitamento da Embratel (uma das primeiras estatais criadas pelo Governo Militar) para desenvolvimento desse império das comunicações, que segue até hoje usando o poder construído através da colaboração com um dos regimes mais sangrentos da história do Brasil para tentar ditar os rumos da política no nosso País. Um crime que permite que essa empresa continue até hoje cometendo outros crimes, como por exemplo, usar do seu poder de comunicação para pautar a agenda política de governos, travestindo sua imposição de pautas e prioridades sob uma falsa prestação de serviço e capitalizando para si as ações realizadas pelo poder público em suas variadas esferas.

Quantos anos ainda serão precisos para a Globo fazer a autocrítica pela cobertura das greves de 1979? Quando vão fazer a autocrítica pelas movimentações contra Brizola em 1982? Quando vão reconhecer o erro da edição do debate de Lula e Collor em 1989 e do apoio ao “caçador de marajás”? Quando farão a autocrítica por terem sido contra as cotas, por não terem noticiado os escândalos da Era FHC, pela construção da agenda das privatizações e pelos esforços na defesa da agenda neoliberal no Brasil? Quando as Organizações Globo farão a autocrítica pela maneira criminosa como cobrem os movimentos sociais?

As Organizações Globo fazem a autocrítica ao apoio à ditadura, mas não fazem a autocrítica de quanto esse apoio foi lucrativo. Em seu discurso ainda são presentes as velhas mentiras para justificar o injustificável. Reconhecem o que dizem ser um erro, mas justificam na base de mentiras, mais uma vez tentando escrever a História do Brasil através de deturpações que reafirmam sua falta de compromisso com o Brasil. Uma autocrítica forçada pelas ruas, que gritou a plenos pulmões não apenas que “a verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”, mas que também gritou “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

Com a credibilidade cada vez menor, as Organizações Globo tentam forjar uma autocrítica para se preparar para a disputa eleitoral que se avizinha, mas dessa vez o cenário será diferente. Não aceitaremos mais as velhas mentiras e nem permitiremos que mais uma vez essa máfia midiática use do seu poder para iludir a população brasileira.

O Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé denuncia a falsa autocrítica publicada pelo Jornal O Globo e reafirma sua posição de lutar contra os impérios da comunicação que servem às elites conservadoras desse país, seguindo na busca pela construção de novas mídias que sejam capazes de representar esse novo momento vivido pelo País e que possam sepultar, de uma vez por todas, o espectro das mídias golpistas forjando assim uma nova comunicação no Brasil.

A real autocritica sobre a relação promíscua das Organizações Globo com o nefasto Golpe Militar deve ser feita pelo Estado brasileiro, através da Comissão Nacional da Verdade, investigando a fundo o dia a dia de colaboração da Rede Globo e da grande mídia burguesa nacional com o regime assassino que derramou muito sangue, de brasileiros e brasileiras, no solo de nossa pátria. Trazer à luz da sociedade a verdade sobre o real papel da imprensa golpista no empenho contra a emancipação do povo brasileiro é dever do Estado, pois a memoria de um povo é fundamental para que se possa tentar evitar que os erros do passado se repitam.

A verdade é mesmo muito dura, a Rede Globo apoiou e parasitou a ditadura!

O Povo não é bobo! Abaixo a Rede Globo!

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Levante Popular da Juventude: Por que jogamos merda na Globo

No dia 30 de agosto, realizamos protestos em sete capitais brasileiras em frente à Rede Globo e afiliadas, pela democratização da comunicação. A ação que realizamos que ganhou maior repercussão nos escrachos foi jogar merda em frente às sedes da emissora.

No dia posterior, as Organizações Globo lançaram na internet a sua confissão de culpa, em relação ao apoio que deu ao Golpe de 1964 e à Ditadura Militar. Nesse sentido, apresentamos aqui as razões que levaram a nos manifestar dessa maneira:

- Jogamos merda na Globo porque ela é ilegal e antidemocrática. A Globo é a representação máxima do monopólio das comunicações em nosso país, exercendo um poder absoluto na definição do que é verdadeiro e do que é falso, do certo e do errado, do que é legítimo e do que é ilegítimo no Brasil. Tal grau de concentração é incompatível com a Constituição de 1988, que proíbe expressamente o monopólio e oligopólio dos meios de comunicação. Um poder de controlar corações e mentes como o construído pela Globo jamais seria tolerado mesmo em países liberais.

- Jogamos merda na Globo porque ela é manipuladora e faz censura. Está intimamente associada às forças conservadoras do Brasil. Sua trajetória está marcada por uma relação intrínseca com o sistema político vigente e com a classe dominante. Para tanto, a Globo manipula fatos, constituindo e desconstituindo presidentes de acordo com seus interesses e das frações de classe as quais representa. É notória a sua orientação editorial no sentido de criminalizar e deslegitimar a ação dos movimentos sociais e suas bandeiras populares.

- Jogamos merda na Globo porque ela é golpista. Foi o suporte ideológico do Golpe Militar de 1964. As Organizações Globo, como recentemente assumiu, foram cúmplices de um regime ditatorial que perseguiu, prendeu, sequestrou, torturou e assassinou milhares de brasileiros que lutaram pela democracia, mas que eram tratados como “terroristas” nas manchetes dos seus jornais. A Globo foi conivente com a maior marca de sangue que o povo brasileiro carrega em sua história.

- Jogamos merda na Globo porque ela foi beneficiada e construiu um império sobre a obra da ditadura assassina. Nunca assumiu que seu império só se formou a partir das vantagens que obteve por sua associação com as forças sociais, políticas e militares que sustentaram a ditadura. E por conta dessa parceria, até o final do regime ocultou as lutas por redemocratização – inclusive o histórico comício de São Paulo, em 1984, pelas Diretas Já – prolongando ao máximo a sua duração. Portanto, não cometeu um erro, mas um crime.

- Jogamos merda na Globo porque ela É contra as mudanças que o povo quer. Em seu editorial a Globo reafirma que era contra as Reformas de Base propostas por João Goulart. Interrompidas pelo golpe, essas Reformas até hoje não foram realizadas, na medida em que o povo permanece sem acesso pleno a direitos elementares. A Globo é um dos principais entraves para o avanço nas necessárias reformas estruturais no Brasil, como a Reforma Educacional e Política.

- Jogamos merda na Globo porque ela é hipócrita. A Globo é propriedade da família mais rica do Brasil. Os filhos de Roberto Marinho somam um patrimônio de R$ 51 bilhões. Ao mesmo tempo, a Globo deve ao Estado brasileiro R$ 615 milhões, somando os impostos que sonegou na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002 e as multas que recebeu da Receita Federal. Ou seja, suas empresas de comunicação atuam como agente moralizante da sociedade brasileira(julgando e denunciando desvios de verbas públicas) e promovem ações voltadas para “inclusão social”, enquanto acumulam o maior riqueza familiar do país e sonegam impostos.

- Jogamos merda na Globo porque ela joga merda na gente. A Globo contribui decisivamente para a formação de um visão de mundo conservadora, alienada e discriminadora. Sua programação está repleta de narrativas que degradam o papel da mulher, que invisibilizam a população negra e estigmatizam os homossexuais. A Globo representa também o monopólio da arte, da música e do cinema no Brasil, atuando como um torniquete que impede acesso, difusão e produção das expressões culturais mais genuínas do povo brasileiro. A emissora transformou um dos maiores patrimônios do país, o futebol, em um ativo no mercado publicitário, controlando desde a direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até os horários dos jogos.

- Jogamos merda na Globo para quebrar um pacto de silêncio que existe sobre o seu Império, pois a maior parte das forças políticas, seja por cumplicidade ou por medo de se desgastar politicamente com a emissora, não questiona o seu poder. Da mesma forma, o governo federal, em nome desse pacto, silencia quanto à regulamentação dos meios de comunicação e continua alimentando essa máquina de recursos por meios das verbas publicitárias dos ministérios e empresas estatais.

- Jogamos merda na Globo pois a merda é a representação do que há de mais sujo e repugnante. É aquilo que deve ser descartado. Ao mesmo tempo, a merda fertiliza e pode fazer nascer algo novo, como a confissão de culpa que a empresa assumiu por ter apoiado a ditadura durante 21 anos. Como poderá fertilizar a regulamentação e a efetiva democratização dos meios de comunicação.

Somente com atos dessa natureza seria possível expressar a necessidade urgente de democratizarmos a comunicação em nosso país. Assim como a luta por Memória, Verdade e Justiça, que pautamos a partir dos escrachos aos torturadores, a luta pela democratização da comunicação é uma etapa fundamental para consolidarmos o processo de redemocratização da sociedade brasileira até hoje inacabado.
Não descansaremos enquanto esses objetivos não forem alcançados.

Pátria Livre, Venceremos!
1º de setembro de 2013
Levante Popular da Juventude



Lembra daquela música...

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça


(Novo Tempo - Ivan Lins)




João M. A. da Silva
Data: 02/09/2013
Hora: 22h00
Momento: Novos tempos mesmo
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29 de ago de 2013

Que vergonha de ser humano: o racismo de Micheline Borges, dos médicos brancos com seus jalecos limpos e o avião negreiro de Eliane Cantanhêde

Quando tomei conhecimento de um texto em uma rede social da jornalista Micheline Borges do Rio Grande do Norte (leia mais aquiaqui 2 e aqui 3), do corredor polonês (wiki) que se formaram na recepção dos médicos cubanos em Fortaleza (leia mais aquiaqui 2 e aqui 3) e do título da coluna de Eliane Cantanhêde na Folha (aqui) senti uma profunda tristeza na qual se aumenta ao ler comentários de apoio a estas atitudes preconceituosas, xenofóbicas, racistas e corporativistas.

1. Texto de Micheline:
"Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma Cara de empregada doméstica. Será que São médicas Mesmo? Afe que terrível. Médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência...Coitada da nossa população. Será que eles entendem de dengue? Febre amarela? Deus proteja O nosso povo!"
Print do post em uma rede social da sra. Micheline

2. Corredor 'Polonês'
"Escravos! Escravos!", "Incompetentes", "Voltem para a senzala!" - Gritavam os médicos brasileiros contra os recém chegados médicos estrangeiros, que vieram trabalhar no programa Mais Médicos do Governo Federal.
Manifestantes ligados ao Sindicato dos Médicos do Ceará vaiam médico cubano na saída do grupo de 79 médicos estrangeiros de aula inaugural (Foto: Jarbas Oliveira/Folhapress)

3. "Avião Negreiro"
Título da coluna de Eliane Cantanhêde na Folha.


Opinião

Não se discute aqui o programa Mais Médicos do Governo Federal, que tem a principio, um objetivo nobre de levar médicos aos confins da terra do Brasil, onde nenhum jaleco branco brasileiro tem a humanidade de ir e também suas possíveis falhas de organização e planejamento. E sim a forma como tratamos nossos irmãos de espécie, pelo simples fato de sua presença e de sua chegada. É um dos maiores conceitos prévios, isso mesmo, pré conceitos de um povo já vistos por aqui.



João M. A. da Silva
Data: 29/08/2013
Hora: 22h10
Momento: "Eu tive um sonho" de Luther (aqui 1 e aqui 2) continua cada vez mais distante por aqui.
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17 de ago de 2013

Ei!, você que anda escutando o seu funkizinho e sertanejo de rádio, aprecie um pouco de música brasileira com o Bituca no Senhor Brasil

Abaixo Programa Senhor Brasil com o Bituca.

Após este programa, tenho a certeza que você saíra com a alma ou melhor o ouvido lavado.




Mais de Bituca no Blog aqui.


João M. A. da Silva
Data: 17/08/2013
Hora: 14h45
Momento: Isto é Música
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30 de jul de 2013

Os Jovens do Papa

Interessante estes jovens do Papa da JMJ (Jornada Mundial da Juventude): não brigam, não xingam, não fazem quebra quebra ou protestos, mesmo com o transporte público para o evento precário, sem banheiro, sem segurança e com uma infraestrutura improvisada pois o local oficial foi mal projetado e construído e estava completamente alagado, com informações e sinalizações insuficientes para os visitantes de línguas diferentes e ainda tinha frio, chuva e cansaço.

Esta reação da juventude é difícil de entender se as palavras de um outro jovem de 33 anos, ao pé de uma montanha, há mais de 2 mil anos atrás não fossem:

"Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!", Mt 5,8.
"Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!", Mt 5,9.
"Se alguém vem obrigar-te a andar mil passos com ele, anda dois mil.", Mt 5,41.
"Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato, que construiu sua casa na areia.", Mt 7,26.



João M. A. da Silva
Data: 30/07/2013
Hora: 22h00
Momento: Yeshua ben Yoseph, um jovem assassinado aos 33 anos de idade.
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25 de jul de 2013

Bote fé

“Bote fé, que a vida terá um novo sabor. Bote fé, bote a esperança e bote amor, tudo junto” - Papa Francisco.



João M. A. da Silva
Data: 25/07/2013
Hora: 23h55
Momento: Reflexões do Chico
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12 de jul de 2013

A força do controle remoto ou "O povo não é bobo abaixo a Rede Globo!"

"Repórteres da Globo passam aperto diante de manifestantes em Londres", do DCM, 10/07/2013 (link aqui).



Opinião

Ainda acredito que a maior força é a informação e o senso crítico apurado, desta forma fica fácil usar o controle remoto.


João M. A. da Silva
Data: 12/07/2013
Hora: 21h00
Momento: É sempre bom temos outras imagens além das "oficiais", ou seria o contrário?
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Você lembra do Mensalão do PSDB?

Reportagem de Paulo Peixoto (Folha - 12/07/2013, link aqui) "Mensalão mineiro [PSDB] deve ser julgado no começo de 2014, afirma Gurgel", leia alguns trechos interessantes:

"O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta sexta-feira (12) que o julgamento do mensalão mineiro, também chamado de valerioduto tucano, está demorando para entrar na pauta do STF (Supremo Tribunal Federal)."

"...Efetivamente já se passou muito tempo e é fundamental que esse julgamento ocorra com a maior brevidade possível", disse o procurador-geral, que deixará o cargo no próximo mês."

"...O mensalão mineiro [do PSDB] é considerado pela Procuradoria e pela Polícia Federal o embrião do esquema usado depois pelo PT. Ele ocorreu em 1998, na tentativa de reeleição a governador de Minas do hoje deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB), que tinha como candidato a vice o hoje senador Clésio Andrade (PMDB)."

"...Tanto no esquema do PSDB quanto no do PT, o suposto operador era o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza."

"...Gurgel esteve na sede do governo de Minas, comandado pelo PSDB, para receber a Medalha JK concedida a ele em 2009, pelo então governador tucano Aécio Neves, atualmente senador. Na época, ele não pode comparecer. Ele almoçou com o governador Antonio Anastasia (PSDB)."

"O procurador-geral tem sobre a sua mesa desde 2011 representação dos opositores de Aécio em Minas que pedem investigação sobre suposta irregularidade que o senador teria praticado ao não relacionar nos seus bens participação na rádio Arco-Íris, de BH. Aécio nega."


Opinião

Ora, depois desta homenagem do Aécio, dos almoços grátis e das conversas no pé do ouvido. Alguém tem dúvida o porque do mensalão do PSDB que ocorreu em 1998 ainda não ter sido julgado!?

No próximo mês Gurgel, quando não for mais procurador, não esquece de passar lá em BH e pegar sua encomenda de pão de queijo. Quentinho é mais gostoso.




João M. A. da Silva
Data: 12/07/2013
Hora: 20h15
Momento: PT e PSDB tudo igual?
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20 de jun de 2013

A delícia da democracia

"Um passado que me condena"

"Uma ciranda"

"Uma mentira"


João M. A. da Silva
Data: 20/06/2013
Hora: 22h48
Momento: Finalizando sobre os protestos... do que mesmo?
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Um mal exemplo de como protestar funciona no Brasil ou o Ciclo da burrice!

Você se lembra dos caras-pintadas? Se não, clique aqui, pois bem, funcionou muito bem a curto prazo, Collor teve seu impeachment!, que vitória né? Mas... aonde será que Collor esta agora?

Antes...

Presidente deposto por envolvimento em corrupção...

Depois...

O povo esquece e ele volta com o poder das urnas... (Senador da República), se você conseguir ler a placa em cima da sua mesa vai encontrar a palavra p-r-e-s-i-d-e-n-t-e... (!?)



João M. A. da Silva
Data: 20/06/2013
Hora: 22h30
Momento: Devemos aprender a votar... ou estamos querendo a anarquia como forma de governo?
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Por que as manifestações que estão ocorrendo não são pacíficas?

Simples, porque já começamos gritando. O sentimento da raiva é a combustão da violência, o ódio que sentimos e a pressão em que vivemos misturado com o desejo rápido de justiça faz com que perdemos de forma fácil o lírio da paz, isto sem mencionar bandidos covardes que agem somente em grupos.

"Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo." - Mahatma Gandhi



João M. A. da Silva
Data: 20/06/2013
Hora: 21h50
Momento: Onda de protestos, que começou contra o preço do aumento das passagens e virou... o que mesmo?
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2 de jun de 2013

Sobre a Seleção Brasileira de Futebol

O Jogo: Brasil (2) x (2) Inglaterra na reinauguração do Maracanã (02/06/2013), amistoso preparatório para a Copa das Confederações.

Neto em seu blog (link aqui): "E Hulk? Que coisa! É duro aguentar essas manias de treinador. Esse cara não é jogador de Seleção. Escala então o Thor e o Homem de Ferro na defesa.", ...kkk..., até achei que o Hulk não foi tão mal assim, horrível foi o Neymar, que por contrato (da Globo eu acho) não pode ser substituído e nem deixar de ser convocado pela seleção.

Bom mesmo foi no tempo do Dunga, que mantinha (ou tentava) longe os interesses comerciais da Globo (as vezes conhecida por CBF) longe dos jogadores e construiu um TIME que é algo totalmente diferente de SELEÇÃO, e que ganhou a Copa América e Copa das Confederações e perdeu a Copa do Mundo só por causa daquele volante e do goleiro Júlio César, que também parece possuir alguma espécie de contrato.

No mais, não perca seu tempo com este esporte.

Leia também:

"Entre amigos... CBF e Globo juntinhos outra vez"
"Para onde vai tudo isso, Ricardo Teixeira?"
"Dunga vetou e teve seu dia de fúria"
"Dunga a Imprensa a Globo e a Copa do Mundo"
"É só esperar 10 dias"



João M. A. da Silva
Data: 02/06/2013
Hora: 21h15
Momento: Os velhos interesses comerciais
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26 de mai de 2013

Não acredito! O PSDB também é um partido corrupto?


Coisa feia PSDB, lendo a "Isto é" de 15/05, n. 2269, pág. 38 por Claudio Dantas Sequeira e Josie Jeronimo, sobre à bilionária fraude do Banco Cruzeiro do Sul (leia também aqui), "[...] o dinheiro da fraude teve como destino paraísos fiscais, contas de laranjas ou companhas políticas, como a do tucano José Serra. Nas eleições de 2006, 2008 e 2010, o Cruzeiro do Sul doou quase R$ 12 milhões para políticos de diversas legendas. O partido mais beneficiado foi do PSDB. Em 2010 o Cruzeiro do Sul injeitou R$ 1,2 milhão na campanha do vice de Serra, Indio da Costa [...]. Também doou R$ 1,8 milhão diretamente para o diretório nacional do PSDB, principal cofre da campanha serrista. Outro R$ 1,3 milhão foi distribuído para diretórios tucanos empenhados na campanha do Serra. A instituição buscava proteção financiando políticos e mantinha uma boa relação com os tucanos."



Uma pergunta para Joaquim Barbosa, nosso presidente do STF: é verdade que todo mundo tem um Marcos Valério por tŕas e todo mundo tem proteções diferentes para serem julgados?

Ah não desculpe, esses milhões para o Serra era caixa dois né!



João M. A. da Silva
Data: 26/05/2013
Hora: 20h55
Momento: Essa você não lê na Folha de SP e nem no Jornal Nacional.
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Pesquisa de rua feita pelos "Os Trapalhões"





João M. A. da Silva
Data: 26/05/2013
Hora: 20h45
Momento: Os bons momentos do humor.
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20 de mai de 2013

O que faz um time grande?

Time grande é assim mesmo, sempre esta ganhando alguma coisa por aí...



João M. A. da Silva
Data: 20/05/2013
Hora: 17h00
Momento: Campeão do 'Super' Paulistão 2013 o maior estadual do Brasil
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16 de mai de 2013

'O Epigrama da Justiça': sobre justiça, erro de arbitragem e outras coisas além

Sem querer, me veio uma frase, parece uma proposição ou melhor um epigrama, 'O Epigrama da Justiça', abaixo.



"Injusta justiça justa seria justo aquilo que foi injusto"




João M. A. da Silva
Data: 16/05/2013
Hora: 13h45
Momento: Corinthians eliminado nas oitavas pelo Boca, juíz 'errou' de forma vergonhosa.
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28 de abr de 2013

A Amazônia pelos olhos da Rede Globo

Lendo o artigo "Amazônia é mostrada de forma pouco abrangente na mídia" de Ana Carolina Miottono em cima da pesquisa da geógrafa Juliana de Oliveira Vicentini no site Controvérsia, me fez refletir sobre o poder da mídia, no caso a Rede Globo, na formação informal do conhecimento adquirido ou absorvido através da TV, em que acabamos sendo vitimas.

A dissertação que pode ser lida aqui, é uma pesquisa de um ano, precisamente o de 2010 em que foram feitas analises criticas de quatro programas do "Globo Repórter" em que a Amazônia foi tema, segundo Juliana “O programa se apropria de detalhes e não é abrangente a respeito da região. Neste sentido, a Amazônia foi exibida como uma representação da natureza”, explica. “Tal característica foi reforçada por uma linguagem poética por meio do uso de superlativos e metáforas. Os demais assuntos que poderiam ser abordados foram em grande medida silenciados.”

Emprestando uma citação do trabalho da Juliana: “A mídia doravante faz parte integrante da realidade ou, se preferir, produz efeitos de realidade criando uma visão mediática da realidade que contribui para criar a realidade que ela pretende descrever”, (Patrick Champagne), por isso a importância da construção do nosso senso crítico em relação a tudo, não deixe uma imagem na TV saltar em sua frente e lhe convidar para dançar, lhe aconselho primeiro a escutar a música até o final.


João M. A. da Silva
Data: 28/04/2013
Hora: 11h10
Momento: Navegando pelo rio.
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10 de abr de 2013

Windows 7 não inicia após atualizações de abril - 2013

Se você não quer ficar com o computador com uma tela preta pedindo reparo de inicialização (que não funciona), não atualize seu Windows 7 por enquanto.

Uma referença sobre estas atualizações do começo de abril aqui.


Atualizando

Fale direto com a Microsoft pelo telefone (11) 5504-2155

Possíveis soluções aqui, aqui 2 e aqui 3.

Infelizmente como a Microsoft é parceira de grandes players de comunicação, não lemos notícias sobre este 'big bug'.



João M. A. da Silva
Data: 10/04/2013
Hora: 13h15
Atualizado: 21h00
Momento: Use GNU/Linux
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31 de mar de 2013

Multishow não transmite show ao vivo do Pearl Jam no Lollapalooza 2013 Brasil e coloca a culpa na banda, mesmo sabendo há meses que não tinham autorização para a transmissão

Coisa feia em Multihshow, tentou usar o jeitinho brasileiro, aquele jeitinho de última hora. Se a banda tem a politica de não permitir a transmissão ao vivo de seus shows em festivais há mais de vinte anos, porque acharam que iriam permitir agora? (leia mais aqui), eles são brasileiros por acaso?

O mais correto seria em serem honestos e não anunciarem a transmissão deste show [ao vivo] desde o inicio, não deixar para faze-lo momentos antes do show, como fizeram, jogando toda culpa para a banda.

Mesmo achando que em tempos de interatividade e mobilidade em que vivemos, a atitude da banda fica sem sentido. Isto não tira a responsabilidade e ônus da culpa (e danos) de não comunicar ou esclarecer os telespectadores a Multishow, no meu estado leigo de pensar, isto se caracteriza propaganda enganosa, não?

Se quiserem, entrem em contato com a Multishow aqui  ou com o Pearl Jam aqui.


Em tempo

Abaixo a divulgação da mentira da transmissão [ao vivo] na data de 01/10/2012 ! (link aqui). Acredito que ainda falta maiores esclarecimentos por parte da Multishow.



Em tempo 2

"Multishow vai exibir o show que o Pearl Jam fez no Lollapalooza (31/3) no dia 6 de abril" (leia mais aqui), o mundo só se move com protestos (porrada) mesmo.



João M. A. da Silva
Data: 31/03/2013
Hora: 21h40
Atualização: 02/04/2013 - 17h45
Momento: TV desligada
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26 de fev de 2013

Será que os Maias erraram mesmo?

Sabemos que os Maias não previam o fim do mundo em 21 de dezembro de 2012 e sim o fim de um ciclo e portanto, começo de outro.

Vejamos:

- Papa Bento XVI renuncia (aqui, O Globo, 11/02/2013).

- Raio atinge o Vaticano após a renúncia do Papa (aqui, UOL, 11/02/2013).

- Meteoro cai na Rússia e deixa mais de mil feridos (aqui, O Globo, 15/02/2013).

- Fenômeno raro assusta moradores de Lorena (aqui, G1, 20/02/2013).

Porém, o maior recado deles sabem qual é?

Escreva Maias ao contrário...




João M. A. da Silva
Data: 26/02/2013
Hora: 22h55
Momento: Sair para onde? O Papa já descobriu.
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12 de fev de 2013

A renúncia de Sua Santidade Papa Bento XVI

Caríssimos Irmãos,

"Convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus".

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

Bento XVI

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Para os católicos momento de reflexão, oração e vigília.

Para a mídia momento de especulações sobre o sucessor e de discussões sobre a mudança de uma instituição de mais de dois mil anos de existência.



João M. A. da Silva
Data: 12/03/2012
Hora: 20h35
Momento: Quase cinzas.
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2 de fev de 2013

Observação do Chapolin



Se for ver bem
o 'Gangnam Style' nada mais é
que uma 'Éguinha Pocotó'
que conseguiu subir na vida.


E não é que é verdade mesmo... pocotó, pocotó, pocotó...


João M. A. da Silva
Data: 02/02/2013
Hora: 22h10
Momento: Chapolin filosofando
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11 de jan de 2013

Esse ninguém tem coragem de prender... não é mesmo Barbosa

Mais sujo que o esgoto do congresso, o bicheiro Carlinhos Cachoeira curte sua lua de mel com Andressa Mendonça em um resort na Bahia, após ser beneficiado com um habeas corpus (leia mais aqui, G1).

:
Foto: Rodrigo Nunes/G1
Que chato né?


João M. A. da Silva
Data: 11/01/2013
Hora: 20h20
Momento: O poder do falso poder.
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