25 de jan de 2012

Seria confusão ou manipulação do discurso do Papa?

Bem atrasado, mais li agora pouco uma notícia "Jornal denuncia que agencia Reuters mentiu sobre discurso do Papa e o 'matrimônio' gay" (ACI, link aqui) do dia 14 deste mês. E continuei navegando na blogoesfera, encontrei um monte de 'posts' descendo a lenha no líder espiritual dos católicos, em que supostamente menciona que "o matrimônio gay é uma das várias ameaças à família tradicional que ameaçam ‘o próprio futuro da humanidade’", porém segundo Andrew Brown's do TheGuardian (original aqui), o Papa Bento XVI não menciona 'matrimônio gay' em seu discurso.

Entre as duras críticas parei na coluna do deputado Jean Wyllys na Carta Capital (link aqui), em que começa: "O papa Bento XVI disse que o casamento homossexual “ameaça o futuro da humanidade..." e continua "...Nós, homossexuais, também sabemos disso: o nosso destino na Alemanha nazista, onde Bento XVI passou sua juventude, era o mesmo dos judeus, só que em vez da estrela de Davi, o que nos identificava nos campos de concentração era o triângulo rosa...".

Voltando ao erro da Reuters: "Sim, o Papa é católico. Mas não disse que o matrimônio gay seja uma ameaça para a humanidade. O Papa Bento XVI disse muitas coisas sobre a ecologia e a economia em seu discurso. Então, para quê inventar outra notícia?", escreveu Brown em seu artigo (aqui de novo).

Sem entrar no mérito da razão ou da moral provisória (obrigado Descartes) do assunto em si, pergunto: Por que o jornalista Philip Pullella da agência Reuters manipulou o discurso do Papa? Provocando sentimentos de ódio, como o do nosso tão estimado deputado Jean?


João M. A. da Silva
Data: 25/01/2012
Hora: 00h30
Atualização: 13h15
Momento: Semana passada
criticasconstrutivas.blogspot.com


[Este 'Post' também foi publicado no Observatório da Imprensa, leia aqui]

21 de jan de 2012

Discursando o método: resenha do discurso do método de René Descartes

Título: Discurso do método
Autor: René Descartes
 Título original: Discours de la méthode
Tradução: Paulo Neves

Editora: L&PM Pocket

Edição: 1ª - vol. 458, 128 p.
Ano: 2008 (reimpressão)

René Descartes (wiki), 1596-1650, foi um filosofo, físico e matemático francês. Entre outras coisas, buscou em vida um método que pudesse aumentar gradualmente seu conhecimento, conduzido sempre pela razão. Saiu em busca do que chamou de “ciências das coisas”, conheceu vários lugares e analisou o comportamento humano, focando em sua intenção de distinguir o verdadeiro do falso. Sua, digamos, ‘receita de bolo’ para este novo horizonte é apresentado neste livro ‘Discurso sobre o método’.

Acreditava, por exemplo, que seria melhor se pudéssemos receber desde criança o uso completo da nossa razão ao invés dos ensinamentos e conselhos de nossos preceptores, pois para ele era fundamental desfazer de todas as opiniões acerca das coisas, para construir em nosso próprio espaço os pensamentos e conclusões. Podemos dizer que a influência às vezes nos deixa cego no sentido de análise para um senso mais crítico, pois se aprendemos (com ou sem filtro) desde cedo que ‘X’ é correto, teremos esta a nossa resposta para todo o sempre. Dividia portanto as pessoas em dois tipos: aqueles que duvidam e buscam respostas diferentes e aqueles que seguem a opinião da maioria, pois não sabem distinguir o verdadeiro do falso. É uma divisão radical mais não são poucas as pessoas que encontramos a margem de um bom senso crítico. 

Em certo momento faz um aviso interessante, no qual não podemos chamar ninguém de bárbaro ou selvagem, pois todos usam a mesma razão e se um mesmo homem tivesse vivido entre franceses e alemães, seria bem diferente se tivesse vivido entre canibais. Isto é um fim, pelo menos em palavras e analise lógica, para um princípio de racismo ainda muito inflamado em nossa sociedade.

Descarte quando começou seu empreendimento, de fato, não descartou todas as opiniões, seria inviável, para tanto, postulou uma ‘moral provisória’, que constituía de: a) obedecer às leis e costumes do país. E partindo das opiniões dos mais sensatos, retirando todo o excesso e prestando mais atenção na prática do que na fala deles. b) ser firme nas decisões e tomar uma, não andar em círculos; c) conhecer seus próprios limites e controlar seus próprios pensamentos.

Seu método final se divida em quatro etapas: 1) Não aceitar a verdade como absoluta sem antes passar pela razão; 2) Dividir os problemas complexos em partes menores; 3) Ordenar as soluções e conclusões; 4) Fazer revisões e autocríticas quantas forem necessárias.

René, ainda em sua obra, nos oferece um cardápio de exemplos e de aplicação de seu método, principalmente no campo da matemática, filosofia, metafísica e corpo humano.

Uma preposição clássica de Descartes é apresentada nesta obra: ‘Cogito, ergo sum’, ‘Penso, logo existo’, uma das primeiras conclusões do seu ‘pensamento livre’, o primeiro rabisco do seu novo ‘livro da vida’.

Em tempos em que somos bombardeados por toneladas de informações devemos olhar com senso crítico as informações que nos leva a alguma formação. Como exemplo, a inutilidade de um entretenimento ‘porco’, ‘banal’ e ‘baixo’ que as TV’s abertas nos oferecem como programas de reality shows, auditórios, novelas e fofocas, onde o objetivo é de atrair olhares para uma audiência e vender produtos, devem ser evitados.

Infelizmente a falta de debates de vários assuntos de forma livre e independente gera um vazio abismal para a formação de uma sociedade verdadeiramente consciente de seu papel em todo contexto social e humano. Como resultado, vimos uma população em que assiste notícias de corrupção, crimes, racismo, desigualdade de forma tão anestesiada que beira o nojo. E o mais grave, ao receberem informações sem o mínimo de senso crítico, o que eu chamo de filtro, as verdades passam a ser falsas e vice-versa e para aqueles que Descartes o classifica, apenas seguem.

Desculpem a demora da resenha e fico com mais essa de Descartes:

“Liberdade é a condição para a busca da verdade”


João M. A. da Silva
Data: 21/01/2012
Hora: 21h30
Momento: Pronto para a próxima
criticasconstrutivas.blogspot.com

BBB 12, o estupro...

Não é de hoje que a Globo vem nos bolinando.

Neste episodio, é clássico os famosos: não fiz nada, depois, fiz sim; ou ainda, estava dormindo, melhor acordei; estava bêbado, não não, estava consciente.

Será que eles sabem o que é ser consciente e o que é ter consciência?

Vamos ao wiki: 'A consciência é uma qualidade da mente, considerando abranger qualificações tais como subjetividade, auto-consciência, sentiência, sapiência, e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente.'

E outra Bial já leu seu Poeminha? Não!, leia aqui, escrito por Marcelino Freire.

A, você não sabe do que se trata? Faz bem em não saber é o de sempre, baixaria, manipulação, medo, policia, estas coisas...



João M. A. da Silva
Data: 21/01/2012
Hora: 21h10
Momento: Finalmente terminei a resenha de Descartes
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2 de jan de 2012

Mega-Sena da Virada


Uma pequena observação sobre a Mega-Sena da Virada: acrrecadou mais de meio bilhão (+500 milhões) de reais e deu de prêmios um pouco mais de +250 milhões. E o resto? 

A tá, para aquelas instituições do verso do volante, sei... e os impostos servem para que mesmo?



João M. A. da Silva
Data: 02/01/2011
Hora: 09h20
Momento: 2012... mesma coisa ou o ano da saideira?
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