17 de dez de 2008

Educar ou não Educar - Aprovar quem nao aprendeu?

Artigo de Claudio de Moura Castro para a revista Veja (!?), edição 2091. A pesquisadora Luciana Luz (UFMG), fez um estudo a respeito da "aprovação automática" ou reprovação direta dos alunos nas escolas.

O estudo mostrou que alunos quem foram reprovados verdadeiramente, aprende menos que os alunos "aprovados automaticamente" (sem saber muito).

Segundo o estudo é melhor aprovar automaticamente (sem saber muito), pois o estado economiza e os alunos não desistem de estudar (evasão).

A conclusão ou a origem do problema seria o porque do aluno não aprender durante o ano. Claudio Castro, levanta a problemática que o estimulo ao estudo vem da familia. E as famílias de classes mais elevadas forçam, através da chantagem, como Ipod, mesada, cinema e videogame. Assim seus filhos ficam com medo e acabam estudando mais.

Já as familias miseráveis [a maioria no Brasil] são mais passívas, ou seja, quando seus filhos vão mal colocam a culpa na própria pobreza e dizem que seus filhos são limitados por natureza.


Opinião

Concordo em parte com Castro. A pesquisa em si não é novidade, por isso a aprovação automática é utilizada (pelo menos no estado de São Paulo). Os problemas então são, além da estrutura escolar, a estrutura familiar. Questiono então:

1) Como fazer com que as famílias pobres estimulem seus filhos?

2) Como um aluno fica um ano na escola e não aprende?

3) Como um governo constrói uma educação de qualidade?

4) Apesar da familia o aluno pobre consegue estudar com motivação própria?


João M. A. da Silva
Data: 17/12/2008
Hora: 16h12
Atualização: 16h20
Momento: Educação para todos!
criticasconstrutivas.blogspot.com

2 comentários:

Anônimo disse...

Eis um enredo de um elogio à loucura. No Brasil, a elevação de renda por nível de escolaridade, chega a mais de 1.000% de diferença entre ensino fudamental completo e superior. Portanto, estudar é um forma clara e objetiva de superação da miséria. Mas isso, defendem, não estimula tais miséráveis. O que fazem esses gostar tanto de miséria?
Estamos em época de matrículas, porquanto, já tem uma legião de pais preparando barracas para acampar em escolas públicas na busca de uma vaga para os seus filhos e é só ficar de olho no JN/Globo para perceber isso.
Enquanto isso, centenas de escolas tem vaga sobrando e ninguém quer. Por que será? O que faz um miserável deste país passar dias e noites ao realento para matricular o seu filho, quando ao lado da sua casa tem escola sobrando vaga? Seria só esnobismos?

Imagine agora que depois de estudar 12 dura anos em escola pública, na hora de comer um pouco desse filé, ingressar no ensino superior público, não consigas enxergar nada do que estava escrito na prova e que ao conferir isso com o caderno, só da revisão, de quem teve dinheiro para pagar um bom pré-vestibluar, não descubra sequer uma vírgula de diferença? Imagine isso por décadas? Deu para compreender o que faz ser tão destimulante estudar na rede pública?

Pois é isso mesmo: pouco adianta estudar nesse caso para o que é bem bom mesmo, vai ter que ter grana para pagar um bom pré-vestibular se quiser entrar. Agora, existe coisa mais destimulante para um miserável do que ele saber que lá na frente vai necessariamente precisar de grana?

Tenho pesquisas com prova de matemática que mostram cabalmente como é que os sistemas de vestibulares das públicas prejudicam os educandos da rede pública e favorecem os que pagam pré-vestibular. Caso queria conhecê-las, peça pelo meu e-mail: jbn@ufpa.br, Porf. João Batista - Fac. Mat. UFPa

João M. A. da Silva disse...

Prof. João Batista, obrigado pelo comentário inteligente no Blog. Gostaria de conhecer as pesquisas. Lhe mandei um e-mail mais o mesmo retornou, se possível encaminhe no meu joao@portallivre.org - abraços.