15 de jul de 2008

Palestra: Software Livre na Atualidade


Acompanhei no dia 04/07/2008 a palestra: "Software na Atualidade", ministrada por Béa Tibiriça, Presidente do Conselho Deliberativo da ONG Coletivo Digital (site aqui). Organizado pela turma do FATECandos.com, na FATEC de Guaratinguetá/SP.

O foco foi o uso de software livre em tele-centros, caminho para a inclusão digital de jovens e adultos.

A importância da filosofia do software livre, principalmente o compartilhamento de informações e o trabalho em equipe, se encaixa perfeitamente nos moldes do trabalho de inclusão digital e nos tele-centros.

Perguntei a Béa Tibiriça sobre as maiores dificuldades em montar um tele-centro. A resposta foi vencer a burocratização e desconfiança dos homens do dinheiro e a luta de sempre estar fazendo parcerias com empresas privadas.

A palestra teve tom bastante informal, e foi bastante produtiva.

Entre os vários "causos" gostei do projeto da Béa Tibiriça, em uma comunidade de aproximadamente 10 mil pessoas, aonde se tinha como único entretenimento a Igreja local, a escola ficava fechada nos finais de semana. Não tinha nem sequer linha de transporte urbano para a população. E cercado por traficantes.

Com a implantação do tele-centro, começou a ter fila para usar os computadores, isso fez com que o tele-centro se tornasse um lugar de encontros para conversas e "ventilador" de informações. A prefeitura entendeu a importância e levou transporte urbano e instalou até um posto de atendimento médico no tele-centro.

Idéia fantástica, pois os jovens passaram a ter um local para encher a cabeça e os cursos contribuíam para a formação profissional. E a comunidade ganhou um centro de entretenimento e desenvolvimento social.

Claro, teve crítica ao software proprietário. Segundo Béa, as empresas fazem "parcerias" da seguinte forma: não cobram pelo sistema operacional e contabilizavam isso como R$ milhões em doações para a prefeitura, só que mas tarde a prefeitura terá que gastar com licenças de outros softwares proprietários e com as futuras atualizações. A analogia pode ser feita com a tática que os traficantes utilizam para atrair novos usuários.

No final, Béa deixou uma mensagem para um mundo mais livre!



Se aprofunde 1: gnu.org

Se aprofunde 2: Opinião da própria palestrante sobre o evento aqui.



João M. A. da Silva
Data: 15/07/2008
Hora: 15:49
Momento: TI em foco
criticasconstrutivas.blogspot.com
Crédito fotos: Bruno Michael (FATECandos.com)

Um comentário:

Samira disse...

Olá João!
Tudo bem?
Antes de fazer meu comentário acerca de tua postagem, irei tentar responder ao teu questionamento, quanto à pessoa de César Tralli.
Bem, como não sou onipresente - e muitos de nós, que não o próprio Deus, também não o somos -, não posso afirmar que ele não seja um bom jornalista. Ele pode ser, uma vez que constrói sua carreira há um bom tempo. Porém, diante de alguns fatos - este atual, acerca do caso Dantas, e o passado, acerca do caso Maluf - fazem com que eu venha a pensar em alguns conceitos jornalísticos, como ética, por exemplo.
Não sei se recorda do caso do Maluf, mas Tralli, após o ocorrido - quando teve a tal "exclusiva" disfarçado de policial federal, ele, apenas ele e não outras emissoras - , o cara simplesmente sumiu da TV Aberta. Fez algumas aparições como repórter internacional e pode até ter trabalhado como apresentador em algum jornal regional, que não em minha região. Só sei que foram quase dois anos de anonimato.
Agora, ele resurge. E quando ele voltou a ativa, em minha lembrança, também guardei seu "fiasco" quanto ao caso Maluf.
Por que fiasco? Ai entra a ética. Ora, se um profissional de jornalismo sabe que está atuando em uma cobertura, dita exclusiva, e que, dias depois, a própria PF esclareceu que houve pagamento por tal exclusiva, e, depois do fato, ele desaparece de seu posto como repórter de TV aberta, das duas uma: ou ele sabia que a reportagem era comprada e agiu ilicitamente, conivente com a emissora, ou ele, para se redimir, preferiu se afastar da TV aberta.
Anos depois ele se envolve em caso semelhante e todos os órgãos especializados em observar a mídia, começam a relembrar o caso Maluf e também a reclamar sobre o caso atual... dai, penso: ele novamente foi "enganado", pau mandado da emissora, ou ele foi conivente com a situação, sabendo de seus riscos?
Olha, tenho amigos conhecidos pelo senso comum como "intelectuais", pessoas razoavelmente esclarecidas que disconheciam o fato de Tralli ser intimado a esclarecer acerca da dita "exclusiva". Ora, as informações que colhi vieram de fontes que, pelo meu conhecimento, são fidedignas - o portal Imprensa, da revista Imprensa, é um deles. Então, caro João, é difícil lhe dizer se ele é ou não um bom profissional. Pode até o ser, tem experiência de sobra, mas diante dos fatos, de acordo com a ética jornalística, ele não tem se saído bem, tampouco sua emissora.
Espero que tenha esclarecido, apesar de não ser especialista no assunto. Mas é bom divagar sobre.
Ah, lembremo-nos de quando Cabrini, da Record, se "envolveu com drogas". Todas, digo todas, as emissoras falaram sobre o assunto... mas agora, sobre o Tralli.. por que ninguém diz? Por que é mentira? Não acredito.
Ai.. falei demais..rs
Quanto ao teu post, além de ser importante a discussão não só de softwares livres, bem como inclusão digital, a democratização midiática, principalmente a digital, também é um ponto a ser considerado. Devemos sempre ficar de olho nestas questões, apesar de que em se tratando de softwares, ainda sou meio leiga no assunto.
Bem, é isso.. irei me retirar.. boa reflexão sobre... irei divagar mais no blog.
Abraços!
Samira