28 de fev de 2008

Resenha do livro: "A Terra não sofre" - Michelle Blake

Livro: A Terra não sofre
Autora: Michelle Blake
Editora: A Girafa Editora
Ano: 2006
Edição: 1


Sinopse:

Em busca do paradeiro de Anna, uma professora e escritora católica de grande prestígio em seu meio, desparecida em circunstâncias misteriosas, a jovem pastora anglicana Lily Connor se vê enredada no verdadeiro passado de sua amiga e conselheira, investigando uma incrível história pregressa que envolve grupos radicais e anti-semitas, norteada pelas não menos íncríveis pistas lançadas por uma estranha vidente. A constatação de que os erros do passado determinam a história presente obrigará Lily a rever sua própria identidade e reelaborar a sua profissão de fé.

Sobre a autora:

Michelle Blake, nasceu em 1951, no Texas, Estados Unidos. É poeta, e este é seu segundo livro como prosadora. Leciona na Universidade Tufts e recebeu o título de Master's of Theological Studies da Universidade de Havard. Aclamada pela crítica norte-americana como revelação na literatura policial e de mistério, escreveu três livros protagonizados pela pastora anglicana Lily Connor.

(Textos extraídos da contra capa do livro, A Girafa Editora).


Opinião...


Com um estilo de escrita muito contagiante, Michelle Blake, nos apresenta Lily, uma protagonista cercada de dúvidas pessoais e espirituais. E estes sentimentos ficam mais fortes com o desaparecimento de Anna, sua amiga e referência de pessoa íntegra e dedicada.

Com ajuda de amigos próximos e principalmente seu instinto desafiador de buscar a verdade, Lily mergulha com toda força a procura de Anna.

Nesta busca temos pontos de grande tensão e mistério, que Lilly motivada cada vez mais pela própria história de Anna, acaba se envolvendo a fundo, até as últimas conseqüências.

Acredito que este livro, nos orienta para a reflexão da amizade, um olhar por dentro de nossa própria fé, as vezes oculta pela correria de nossas vidas, a relação da família e o preço dos nossos erros no passado, são temas persistentes neste enredo.

Perceba que acreditamos naquilo que vivemos hoje mas sonhamos aquilo que não vivemos, e a resultante de tudo é o passado que junta aquilo que vivemos com aquilo que sonhamos.


João M. A. da Silva
criticasconstrutivas.blogspot.com
Data: 28/02/2008

3 comentários:

Samira disse...

Olá João!

O livro parece ser bem interessante, realmente. Por isso que é legal compartilhar resenhas com amigos e pessoas próximas, no caso do blog, até com desconhecidos que se tornam amigos. É uma forma de motivar a leitura. E todos nós precisamos.

Quanto ao conteúdo do livro, atualmente, muitos de nós, nessa correria cotidiana impulsionada pela tecnologia, nos esquecemos de alguns vínculos criados na vida real. Com o advento da Internet, muitas vezes construímos amizades em meio virtual. Algumas pessoas, no entanto, se esquecem das amizades feitas em mundo real, principalmente os adolescentes. Mas, é claro que a Internet veio para o bem, só que existem pessoas que não sabem utilizá-la de uma forma sadia. Acho importante que temas como este sejam aprofundados através da leitura que, a cada dia - excetuando o fato de lermos através da tela do pc - está sendo abandonada.

Um abraço e fique com Deus.

Samira

Samira disse...

Bom, quanto a votação sobre as células-tronco, através do STF, creio que a mídia tenha dado uma repercussão voltada para o apoio a causa. É claro que há canais e canais. Na Globo, por exemplo, estava analisando algumas reportagens sobre e, apesar de colocarem os dois lados da moeda, percebe-se que a ênfase maior é para os que estão a favor do fato. Já em canais religiosos, como no caso da Canção Nova, canal católico, a opinião é contrária, mostrando o por quê dessa contrariedade.

Enfim, pelas poucas análises que faço, creio que os canais abertos e, conseqüentemente, de maior audiência, estão mostrando as notícias de forma favorável a autorização do uso de células troncos. Esta é minha análise e pode ser que outras pessoas já analisem de outras maneiras.

O que faço, nestes casos, é apenas analisar. Tento não me posicionar contra nem a favor (por mais que muitos digam que a atitude possa ser considerada abominável - lembro-me de alguns casos que aconteceram comigo assim. Mas, fazer o quê, né? Gosto de teu blog porque você permite a análise, da forma que for, sabe? Já em outros blogs, há aquele apelo para a radicalização, agressão verbal ao outro.

Como teu blog mesmo diz, aqui, são críticas construtivas. Estas são as melhores.

Espero ter atendito às expectativas. E desculpe pelo não-partidarismo a nenhum dos lados, mas é que parto do pressuposto de que, em jornalismo, o profissional deve mostrar os dois lados - de forma igual e total -, fornecendo subsídios para que o próprio público construa sua opinião própria. É assim que, penso, chegaremos a um ambiente reflexivo e crítico (com críticas diversas, variadas).

Um abraço e fique com Deus. Bom final de semana para ti!!!

Samira

Samira disse...

"uso de células-tronco". Desculpe. Errei e não li o post antes de publicar. Retifico aqui!

:)

Ps.: faltou um )

Pps: fui redundante em próprios no penúltimo parágrafo (nossa, quantos erros...rs)