24 de dez de 2008

Pronunciamento do Presidente do Brasil - 22/12/2008

Abaixo, pronunciamento em rede nacional do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do dia 22/12/2008. O teor é sobre a crise financeira, tirando os excessos do marketing, o presidente mostrou segurança.



João M. A. da Silva
Data: 24/12/2008
Hora: 08h44
Momento: Ouvindo o presidente.
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22 de dez de 2008

Mais um Natal: Aniversário do Papai Noel e do Deus Capital

O que se celebra no Natal mesmo? Não lembro mais, deve ser aniversário de todo mundo, pois vejo muitos comprando presentes. Na TV e nas feiras é uma orgia só.

Ou seria aniversário do Papai Noel que usa uma roupa vermelha por causa de uma marca de refrigerante. Pior ainda, usa uma roupa bem quente que parece que esta esperando por neve. Mas no Brasil não cai neve no verão Noel!

Não sei mais quem faz aniversário ou que se celebra no dia 25 de dezembro. Pois na mídia só se falam em compras e uma tal árvore natalina. Só sei também que tem comida diferente na mesa.

Sei lá, vamos entrar no clima também. Parece que se não comprarmos presentes não estaremos vivendo o clima natalino (!?) e somos taxados de anormais e ninguém quer ficar fora do clube.

Já que recebi o 13º salário tenho uns trocados para gastar, acho que é isso que o comércio espera de mim.

OK! OK! Vou fazer minha parte como mais um, vou lhe prostrar culto, seu todo poderoso.

Lembrei!!! Dia 25 é aniversário do todo poderoso Deus: O Capital, deus do dinheiro e da desigualdade social.

Deixe lhe dizer algo Capital, você consegue deixar muitas crianças tristes, pois seus pais não lhe possuem.

Noel já sei para quem você trabalha, para o todo poderoso. E você que faz a relações públicas e o marketing dele poderia usar uma roupa mais leve para o Brasil, não acha?

Bem, Capital estou entregue a ti, mas me deixe um troco para o IPVA.


PS: Para reflexão: Natal Cristão x Natal Capital


João M. A. da Silva
Data: 22/12/2008
Hora: 15h31
Atualização: 16h00
Momento: Reflexão natalina
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19 de dez de 2008

Memória e Aulas de História

Comentando o Jornal Folha de SP de domingo último (14/12/2008), editorial de Clôvis Rossi, "Memória Felizmente Inútil", aonde uma pesquisa mostrou que 82% dos brasileiros não sabem o que foi o AI-5. Se você também não sabe leia aqui e aqui também. O Editorial foi motivado pela lembrança de 40 anos do AI-5, que foi decretado dia 13 de dezembro de 1968.

Podemos somar a discussão o texto de Ronaldo Vainfas, Professor da UFF, na mesma edição da Folha só que no Caderno +Mais. Que comentou o projeto do Governo de São Paulo (José Serra) de reduzir as aulas de História para a entrada de aulas de Sociologia e no aumento da carga de Filosofia. Ronaldo concorda com a Filosofia mais critica sociologia, pois segundo ele é uma disciplina muito especifica para o ensino médio.


Opinião

Sobre a pesquisa, brasileiro só lembra do último campeão brasileiro ou de quem matou Ana Maria da novela das 8 da Bobo, ou melhor Globo. Para mim a Globo é a maior assassina de cérebros do país, mas é tema para outro "post".

Em relação a redução da aula de História, é uma vergonha, já temos pouca memória neste pais, leia o começo deste "post" se você já se esqueceu da pesquisa. Sociologia é algo que poderia ser apresentado com um ciclo de palestras ou trabalhos extras.

Precisamos de memória... muita memória.



João M. A. da Silva
Data: 19/12/2008
Hora: 17h32
Momento: Precisamos de memória!
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A Revista Veja e o Acervo Digital de Veja

Bem, todos sabemos sobre Veja. Se não a conhece a fundo, sugiro as leituras:

- "Caso Veja" por Luis Nassif
- "Resumo da minha ópera na Abril" por Sr. Mino Carta, primeiro diretor da revista.
- "Veja antes e Depois" por Sr. Mino Carta, primeiro diretor da revista.

Deu para chegar a alguma conclusão? Saiba então que esta revista não é muito confiável (tema para outro "post"), mas esta com um projeto bem bacana que é o Acervo Digital, disponível em:


Este projeto colocou a disposição simplesmente todas as edições, desde 1968 de graça (desde que você não abra uma conta no Bradesco) na Internet.

Se lido com olhos críticos podemos tirar bons artigos e o mais importante é memória do Brasil e do Mundo.

Serve também para dar algumas risadas com as velhas campanhas publicitárias que como sempre são muitas na revista.


João M. A. da Silva
Data: 19/12/2008
Hora: 17h25
Momento: Memória Brasil
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17 de dez de 2008

Educar ou não Educar - Aprovar quem nao aprendeu?

Artigo de Claudio de Moura Castro para a revista Veja (!?), edição 2091. A pesquisadora Luciana Luz (UFMG), fez um estudo a respeito da "aprovação automática" ou reprovação direta dos alunos nas escolas.

O estudo mostrou que alunos quem foram reprovados verdadeiramente, aprende menos que os alunos "aprovados automaticamente" (sem saber muito).

Segundo o estudo é melhor aprovar automaticamente (sem saber muito), pois o estado economiza e os alunos não desistem de estudar (evasão).

A conclusão ou a origem do problema seria o porque do aluno não aprender durante o ano. Claudio Castro, levanta a problemática que o estimulo ao estudo vem da familia. E as famílias de classes mais elevadas forçam, através da chantagem, como Ipod, mesada, cinema e videogame. Assim seus filhos ficam com medo e acabam estudando mais.

Já as familias miseráveis [a maioria no Brasil] são mais passívas, ou seja, quando seus filhos vão mal colocam a culpa na própria pobreza e dizem que seus filhos são limitados por natureza.


Opinião

Concordo em parte com Castro. A pesquisa em si não é novidade, por isso a aprovação automática é utilizada (pelo menos no estado de São Paulo). Os problemas então são, além da estrutura escolar, a estrutura familiar. Questiono então:

1) Como fazer com que as famílias pobres estimulem seus filhos?

2) Como um aluno fica um ano na escola e não aprende?

3) Como um governo constrói uma educação de qualidade?

4) Apesar da familia o aluno pobre consegue estudar com motivação própria?


João M. A. da Silva
Data: 17/12/2008
Hora: 16h12
Atualização: 16h20
Momento: Educação para todos!
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Somos todos loucos! - Resenha do livro: Elogio da Loucura de Erasmo de Rotterdam


Título: Elogio da Loucura
Título original: Encomium Mariae
Autor: Erasmo de Rotterdam
Editora Martin Claret
Edição: 1ª


Quem acompanha o Blog, sabe que li este livro há algum tempo, fiquei devendo a resenha. Segue abaixo algo parecido com isso.


O autor

Desidério Erasmo, conhecido como Erasmo de Rotterdam. Nasceu em Rotterdam (1466), no condado da Holanda. Estudou no convento de Bois-le-Duc, depois ingressou no convento agostiniano de Steyn. Consagraou sacerdote em 1492. Como secretário do bispo de Cambrai esteve em Roma e depois obteve permissão para ir estudar em Paris, onde recebeu o grau de doutor em teologia.

A convite, parte para a Inglaterra, animado por conhecer Oxford. Lá, torna-se amigo de Thomas More ou Morus. Sob influência de More e de John Colet, Erasmo começa a conceber o projeto de restaurar a teologia.

Em 1509 na casa de More, escreve a obra "Elogio da loucura" que pretende criticar os costumes dos homens sem atacar ninguém pessoalmente.

Sempre envolvido com a questão religiosa, foi contemporâneo de Martinho Lutero (biografia aqui), no qual de certa forma influenciou a reforma, apesar de ser contrário em muitos aspectos dela.

Sempre erudito e vivendo em tempos de conflitos religiosos e políticos, Erasmo tenta impor seu pensamento, fundamentado na tolerância e no ideal do internacionalismo. Foi um grande crítico da escolástica.


A época

Uma importante observação para entender o livro é a época em que foi escrita: "A Resnascença", fins do século XIV e começo do XVII e o humanismo, movimento intelectual que germinou durante o século XIV, no final da Idade Média.


A Deusa

Erasmo cria uma deusa de nome "Loucura", responsável segundo ele pela felicidade do mundo. Filha de Plutão, deus da riqueza, nasceu do prazer e o amor livre.

A mistura com referências a mitologia grega, filosofos e poetas desta época é forte e serve de base para Erasmo passear com suas idéias e de crítica a sociedade.

A "Deusa Louca" de Erasmo é que dá prazer ao mundo, principalmente aos estúpidos e preguiçosos. Por isso ela não gosta dos intelectuais e erutidos. Acredita que o mundo fica triste com eles, Erasmo real é intelectual e erudito, faz se então uma ironia com a sociedade que desvaloriza os sábios em relação a atitudes animalescas.

"Tudo o que fazem os homens está cheio de loucura. São loucos tratando com loucos. Por conseguinte, se houver uma única cabeça que pretenda opor obstáculo à torrente da multidão, só lhe posso dar um conselho: que, a exemplo de Timão [filósofo], se retire para um deserto, a fim de ai gozar à vontade dos frutos de sua sabedoria"


A loucura

"É que, em geral, dizemos ser louco todo aquele que, sendo curto de vista, toma um burro por jumento, ou que, por ter pouco discernimento, considera excelente um mau poema."

A loucura que Erasmo cita, tem variantes que em geral se refere a atitudes humanas pouco nobres. Estas variantes permite ao autor navegar pelo mundo da sociedade humana, sem citar nomes, mas com forte critica.

Assim temos vários "tipos" de homens, segundo Erasmo, que são consumidos pela Deusa da Loucura. Os que só pensam em dinheiro, os que só pensam em poder, os que não gostam de trabalhar, os bebâdos, os fanáticos religiosos, negociantes, vendedores, jogadores, os sofistas e dialéticos, entre muitos outros.

"Não podeis sequer imaginar os horrores e as revoluções com que enche a terra esse animalzinho, tão pequeno e de tão pequena duração, que vulgarmente se chama homem".

Segundo a Deusa da Loucura, algumas pessoas não possuem tanta loucura assim, caso de poetas e pintores, pois suas profissões por si só são cheias de loucuras e conseguem vender aos tolos (referência a fabulas e ao um mundo irreal) seus produtos e serviços.


O Elogio

Bem o tom de ironia de Erasmo é enorme por isso ele não fala mal da Loucura, essa enraizada em todo homem. E sim agradece por ela existir.

Um panorama cego ou como diz Erasmo de "vista curta", a Loucura é a alegria da humanidade. Mas não tenho dúvida que seu sorriso é sacarstigo.


A Religião

Erasmo em toda sua obra e principalmente no final dela tem uma critica especial aos religiosos, em especial os católicos, religião oficial da época.

Algumas críticas, muitas com razão, se refere aos costumes da fé do povo daquele tempo que não é muito diferente de hoje. Um exemplo muito usado na obra é sobre a fé dos religiosos nos santos e a entrega a Deus, via oração, de uma salvação. Critica Erasmo da falta de caridade em vida e do amor ao próximo, esquecida no termíno da missa.

As observações (criticas) passam por todos, do sacerdote até o papa. Do fiel até o teólogo.

Essas críticas a Igreja Católica, movimentaram muito a época, tempo de conflitos religiosos e políticos. Em virtude disto Erasmo era visto por Martinho Lutero como um progressista e foi um grande inspirador da sua reforma protestante. Erasmo era favorável as mudanças mas discordava por exemplo do livro-arbítrio de Lutero (base do protestantismo). Isto gerou uma ruptura entre ambos.


...Concluindo

Em geral Erasmo, faz críticas ácidas ao comportamento humano.

Para ficar claro, Erasmo faz comparações de determinadas profissões e declara a Deusa da Loucura como responsável pelas atitudes mais animalescas desses individuos. Ou segundo ela as atitudes mais prazerosas.

Essas atitudes animalescas nada mais são que atitudes reais e corrigueiras da nossa sociedade.

Deste modo Erasmo consegue falar sobre quase tudo e todos do seu tempo.

Penso que Erasmo de todo modo não foge da razão, pois a Loucura sempre acompanhará a nossa humanidade.

Livro escrito em 1509, traz reflexões atualíssima da nossa sociedade que continua com a loucura de guerras, fomes, violência, corrupção, pedofilia, estupros, entre outras.

Acredito que Erasmo, vivo em nosso tempo, faria sua critica especial aos políticos de hoje.

Seres mais loucos que esses não conheço!


João M. A. da Silva
Data: 17/12/2008
Hora: 15h45
Atualização: 15h55
Momento: Finalmente comentei este livro
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10 de dez de 2008

Um pensamento de Cleyde Yáconis


"Eles [governo] não cuidam da educação. A ignorância gera humildade e nada melhor para um poderoso que ter um povo inculto e humilde"

Cleyde Yáconis

(Fonte: Texto retirado de entrevista feita ao Jornal Diário de SP ou x)


Opinião


Muito bom o pensamento da atriz brasileira, não entendo até hoje o motivo de não se investir em educação. Recentemente estava em pauta no congresso o piso mínimo para o salário dos professores. Muitos governadores e prefeitos estavam apoiando, acabou a eleição e muitos ficaram contra, alegando que irão estourar o orçamento se o novo piso (R$ 1.000,00) fosse regulamentado. Imagine se falássemos em salas de aulas (infra-estrutura) de qualidade?

Somo as palavras de Cleyde "programas sociais" de ajuda financeira. Que são armas de compras de votos e pesquisas de populariedade, infelizmente. Não imagino acabar com esses programas, apenas aperfeiçoa-los, para que a família que receba ajuda possa se auto desenvolver.

Sobre cultura, mais triste ainda, quantos livros as pessoas lêem por ano? (Veja aqui)

Imagine teatro?

Música e Cinema? Somos a geração Coca-Cola: Consumimos enlatados dos U-ÉS-SEI, como dizia Russo.

Obrigado pela reflexãoYáconis!



João M. A. da Silva
Data: 10/12/2008
Hora: 08h00
Atualização: 08h20
Momento: Pensando junto com Cleyde
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4 de dez de 2008

Futebol: São Paulo x Grêmio - qual mala irá vencer

Esta chegando ao fim o campeonato brasileiro 2008. São Paulo (72) esta a três pontos a frente do Grêmio (69) segundo colocado. São Paulo pega o Goiás no Distrito Federal e o Grêmio joga contra o Atlético-MG no Olímpico (em casa). O Grêmio só será campeão se o São Paulo perder e ele ganhar, de resto o título vai para o São Paulo, cinco vezes campeão nacional. Temos nos bastidores a discussão sobre os ingressos e a "mala branca". Goiás começou cobrando R$ 400,00 pelo ingresso, sobre críticas, abaixou para R$ 100,00. Penso que o Goiás esta dando um sinal: "Hei, estamos precisando de dinheiro por isso tivemos que aumentar os ingressos". Mas direto impossível! E o Atlético-MG foi mais sútil, diz não ter pretenções nenhuma no campeonato.

A "Mala Branca" é o nome dado a quantia em dinheiro que um clube oferece a uma equipe que jogará contra um adversário direto. Recentemente o São Paulo foi apontado de ter oferecido dinheiro para o Vitória que jogara contra o Grêmio. Na ocasião o time do Vitória ganhou por 4x2 do Grêmio.

Opinião

... como brasileiro só sabe fazer piadinhas, vou dizer que entre as malas rosa e azul, fico com a preta do corinthians.

... em uma opinião mais séria, digo que é uma realidade do futebol e é apenas a ponta do Icerberg.

... sendo otimista, acredito que com a condenação de Daniel Dantas, pelo Juiz Fausto de Sanctis, o Brasil tende a mudar.

... filosofando, o movimento das massas pode ser realizada com a manipulação de produtos consumidos pelo povo. Sendo assim o futebol é um grande leme.



Links

Globo Vídeos: Polêmica da mala branca divide opiniões
GE: STJD deve abrir inquérito para apurar a 'mala branca' no futebol brasileiro
Terra Esportes: Renato Gaúcho diz ser favorável a "mala branca"
Blog do Paulinho: Mala Branca é corrupção
Blog do Birner: E a mala branca??



João M. A. da Silva
Data: 04/12/2008
Hora: 11h25
Momento: Reta final (em quase tudo)
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20 de nov de 2008

20 de novembro, dia da Consciência Negra - Entrevista com o Ministro Edson Santos

Todo dia 20 de novembro é a mesma coisa, especiais com negros na TV, reportagens sobre as condições do trânsito para o litoral (pois é feriado em algumas cidades) e alusões sobre o fim do racismo no Brasil.

Este ano a novidade ficou por conta de Barack Obama, primeiro presidente negro eleito nos EUA, que representa um ar de mudança no cenário mundial.

Tirando a superficialidade, a data continua sendo importante para a sociedade e principalmente para os negros e declarados como.

Abaixo reproduzo entrevista com Edson Santos, Ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, realizada pelo UOL Notícias (original aqui). Esta é uma voz importante do governo brasileiro a respeito desta questão.


UOL - O sr. acha que a questão do negro é pouco debatida pela sociedade em geral?
Edson Santos - Acho que é uma caminhada que exige muito diálogo, convencimento dos poderes públicos, da sociedade civil. Tivemos avanços bastante significativos, mas há uma demanda reprimida desde a abolição da escravidão. A questão do negro manteve-se invisível e intocável, o negro ficou sem acesso à terra pra trabalhar, à educação para seus filhos. Essa questão exige investimentos cujos resultados a gente vai visualizar ao longo de algumas gerações. Investimentos no ensino básico, na ampliação do número de escolas técnicas no Brasil, adoção da política de cotas, do Prouni (programa de concessão de bolsas de estudo para universitários), tudo isso vai dar oportunidade para que uma massa de jovens negros e pobres cheguem à universidade e ao curso técnico mais qualificada, e isso vai impactar a renda do negro positivamente.

UOL - Para o senhor, a política de cotas para afrodescendentes em universidades públicas (em vigor há cinco anos) está consolidada?
Santos - A universidade pública tem que ser pública. As universidades também ganham com a diversidade. O jovem de classe média que sai da universidade e vai passear num shopping, vai ao clube, vai a uma boate, convive com o jovem que vai precisar de um subsídio do Estado pra comprar o seu livro, comprar merenda e garantir seu transporte. Isso vai ser um impacto muito positivo na universidade. Essa convivência vai contribuir pra que se formem profissionais no Brasil nas mais diferentes esferas - engenharia, direito, medicina - com sensibilidade cada vez maior.

UOL - Pode-se pensar em um momento em que cotas não seriam mais necessárias?
Santos - Sim. Mas é preciso ter também outra visão do setor que emprega. A questão da mobilidade dentro das empresas, baseada na boa aparência, que são as características, os fenótipos europeus, que não devem ser parâmetro para a contratação nem para a promoção de uma pessoa que tem qualificação para ascender em uma empresa. Infelizmente, isso no Brasil ainda ocorre.

UOL - Como o senhor vê a representação política dos negros no Congresso Nacional?
Santos - A representação ainda não condiz com o peso da população negra na sociedade brasileira. Segundo a última pesquisa (2006) do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a população negra no Brasil chega a 49,5%, e a pesquisa aponta para que seja maioria em breve. No Congresso você não tem 10% de representantes negros, o que caracteriza uma sub-representação da população negra brasileira. Isso se deve a auto-estima baixa do nosso povo, que faz com que a população negra não vote no negro, não veja no seu irmão, no seu companheiro, uma pessoa capaz de representá-la no Congresso Nacional. Isso exige investimentos na área de educação, e ações como a adoção da Lei 10.639 (de 2003), que inclui aulas de história da cultura afro-brasileira nos currículos. Isso vai ajudar a acabar com o preconceito e mostrar que o negro é parte importante, fundamental, no processo de formação do Estado Brasileiro. Na medida em que estas idéias cheguem à cabeça das crianças, elas vão passar a se orgulhar de serem brasileiros, em primeiro lugar, e não vão ter vergonha da cor da sua pele.

UOL - Não seria necessário estabelecer o aumento desta representação por meio de "decreto", como, às vezes, se propõe?
Santos - Decreto não funciona, você tem que ganhar a cabeça das pessoas para que elas se sintam cidadãs no Brasil.

UOL - Que benefícios resultantes da eleição de Barack Obama nos Estados Unidos podem respingar no Brasil?
Santos - Um presidente negro nos Estados Unidos, que é a maior nação do mundo, chama a atenção de todos e tem impacto positivo, sim. Mostra que ao negro não está relegada a função apenas de ser o garçom, o porteiro, o gari, que há possibilidade de almejar uma qualificação maior na vida. Acho que é positivo até do ponto de vista da visibilidade do negro enquanto agente político.

UOL - Mas o contexto norte-americano não seria mais favorável a essa mudança, já que lá o preconceito é aberto? O fato de, no Brasil, o preconceito ser velado não atrasaria uma evolução sobre este tema?
Santos - Quando um cidadão se acomete de uma doença como depressão ou dependência química, ele só será tratado na medida em que tome consciência de que está doente. O Brasil tem o vício do racismo. Só trataremos deste vício na medida em que a sociedade assuma a existência do racismo e a necessidade de tratá-lo de forma adequada. Daí, a empresa vê que, se o cara é negro, mas é um bom profissional e é o mais adequado para desempenhar determinada função, por que não promovê-lo? Por que manter uma aversão à contratação de jovens negros e jovens que moram em comunidades carentes? Esses preconceitos precisam ser abolidos pra que nos tratemos efetivamente o racismo no Brasil.

Nos EUA, o preconceito era mais aberto; negro não podia andar em ônibus, entrar num bar (junto com o branco). No Brasil sempre, em tese, pôde, mas nunca pôde de verdade porque não tinha condição de fazê-lo. Este ano foi nomeado o primeiro ministro negro para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), Benedito Gonçalves. Temos também o ministro Joaquim Barbosa no STF (Supremo Tribunal Federal). Eles seriam símbolos brasileiros negros em cargos de destaque. O presidente Lula teve ousadia de, entre várias pessoas qualificadas para estarem no STJ, no Supremo Tribunal Federal, escolher dois negros para isso. E são figuras que vem desempenhando a contento suas funções. Isso mostra que, quando há boa vontade e não se discrimina por ser negro, a gente consegue extrair pérolas como o ministro Benedito Gonçalves, o Joaquim Barbosa, e tantos outros que poderiam estar ocupando funções qualificadas, seja no ambiente público, seja no ambiente privado.

UOL - Qual a expectativa de votação do Estatuto da Igualdade Racial?
Santos - Estamos dialogando com os deputados. Acho que existem alguns pontos que são negociáveis e que não vão impactar negativamente a causa da igualdade social. Por exemplo, a questão dos quilombos, que já está no artigo 68 das disposições transitórias da Constituição, que estabelece a obrigação do Estado na titulação de terras e assistência às comunidades remanescentes de quilombo. Há ainda o decreto 4.887 que regulamenta esse dispositivo constitucional. A questão da territorialidade e da definição e caracterização do que é quilombo já é tratada de uma forma bastante profunda tanto no decreto como no artigo, além da disposição normativa do Incra (responsável pela demarcação das terras). Não tem porque tratarmos desse tema em uma legislação infraconstitucional que é o Estatuto.

Estamos defendendo que a questão quilombola entre transversalmente nas diretrizes estabelecidas no Estatuto, ou seja, na questão da cultura, da educação, do esporte, da saúde, do lazer, para que se toque na atenção especial que deve ser dada às comunidades remanescentes de quilombo nestas áreas. Isso vai viabilizar a aprovação do Estatuto. Este ano ainda.

UOL - Que futuro o senhor vê para a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial? Quais as chances de ela sobreviver à troca de governo, em 2010?
Santos - Nosso desafio aqui é exatamente consolidar a política de igualdade racial como uma política de Estado e não de governo. Isso vai se dar a partir das ações desenvolvidas pela secretaria junto aos governos estaduais e municipais. Porque a política da igualdade racial exige capilaridade, precisa ser descentralizada. Essa não é uma questão que será resolvida apenas pelo governo federal. O futuro da secretaria vai se dar também em função de termos uma legislação que fixe as obrigações do Estado e os direitos dos negros na sociedade brasileira, que é o Estatuto da Igualdade Racial. Ele transforma a questão racial em política de Estado.



João M. A. da Silva
Data: 20/11/2008
Hora: 16h20
Atualização: 16h40
Momento: Zumbi dos Palmares morreu no dia 20 de novembro de 1695.
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12 de nov de 2008

Projeto: Reciclando Tecnologia - laboratório de terminais leves com software livre

Participei nos dias 31/10 à 05/11/2008 da XIII Semana de Tecnologia da FATEC de Guaratinguetá, uma semana (de três dias!?) com exposições de projetos e palestras ligadas ou não a tecnologia.


O Projeto "Reciclando Tecnologia - laboratórios de terminais leves com software livre" (site aqui), desenvolvido pelos alunos do 6º semestre do curso de Tecnologia em Informática - ênfase Redes de computadores e concebido por Jorge Mendes (artigo aqui), trabalha em duas frentes: 1ª - inclusão digital e a 2ª - redução do lixo tecnológico.

A primeira acontece com a montagem de um laboratório de informática completo, feito a partir de máquinas obsoletas (doadas e que estavam abandonadas) rodando em cima de software livre (GNU/Linux) e LTSP (Linux Terminal Server Project) com custo próximo de zero. O laboratório prioriza o autodesenvolvimento dos próprios alunos/comunidade, de forma que a participação destes é vital para a implantação do laboratório. O futuro propõe a transferência do conhecimento adquirido pelos alunos/comunidade para os próximos utilizadores.

A segunda, que é a redução do lixo tecnologico, vai um pouco de frente com o mercado de vendas de computadores, segundo Jorge Mendes o termo "ditadura do upgrade" se define pela troca desnecessárias de computadores por outros sem nenhuma necessidade, além do mais fútil modismo. Gerando um aumento significativo de computadores e monitores para descarte. Estes descartes poluem o meio ambiente, pois carregam em seus componentes produtos tóxicos como o chumbo, mercúrio, cromo...


O Link de Acesso a Internet

Um dos maiores desafios para implementação do projeto (que esta instalado na "sala de leitura" da FATEC - GT) é o acesso a Internet para a instalação de pacotes do sistema operacional GNU/Linux. O link da FATEC - Guaratinguetá, é vinculada a rede do Governo do Estado de São Paulo chamada IntraGov (site aqui) que bloqueia qualquer tipo de download (aos alunos pelo menos), além de muitas outras restrições, como a largura da banda e bloqueio de sites de pesquisa.

O futuro

O projeto esta em momento de expansão, um projeto piloto com a escola Escola Estadual Prof. Jose Pereira Éboli (Guaratinguetá - SP) esta sendo estudado.


Para saber mais e manter-se atualizado, visite o site do projeto: fatecti.wordpress.com/projetos




João M. A. da Silva
Data: 12/11/2008
Hora: 09h42
Atualizado: 10h34
Momento: Agora vai!
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5 de nov de 2008

Discurso de Barack Obama, após vitória nas eleições presidenciais americanas

Abaixo o discurso de Barack Obama, pronunciado no Grant Park, Chicago - EUA. Frente a 100 mil pessoas, após sua vitória em cima do senador McCain nas eleições presidenciais americanas.

"Olá, Chicago!

Se alguém aí ainda dúvida de que os Estados Unidos são um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o sonho de nossos fundadores continua vivo em nossos tempos, que ainda questiona a força de nossa democracia, esta noite é sua resposta.

É a resposta dada pelas filas que se estenderam ao redor de escolas e igrejas em um número como esta nação jamais viu, pelas pessoas que esperaram três ou quatro horas, muitas delas pela primeira vez em suas vidas, porque achavam que desta vez tinha que ser diferente e que suas vozes poderiam fazer esta diferença.

É a resposta pronunciada por jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, indígenas, homossexuais, heterossexuais, incapacitados ou não-incapacitados.

Americanos que transmitiram ao mundo a mensagem de que nunca fomos simplesmente um conjunto de indivíduos ou um conjunto de estados vermelhos e estados azuis.

Somos, e sempre seremos, os EUA da América.

É a resposta que conduziu aqueles que durante tanto tempo foram aconselhados por tantos a serem céticos, temerosos e duvidosos sobre o que podemos conseguir para colocar as mãos no arco da História e torcê-lo mais uma vez em direção à esperança de um dia melhor.

Demorou um tempo para chegar, mas esta noite, pelo que fizemos nesta data, nestas eleições, neste momento decisivo, a mudança chegou aos EUA.

Esta noite, recebi um telefonema extraordinariamente cortês do senador McCain.

O senador McCain lutou longa e duramente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e duramente pelo país que ama. Agüentou sacrifícios pelos EUA que sequer podemos imaginar. Todos nos beneficiamos do serviço prestado por este líder valente e abnegado.

Parabenizo a ele e à governadora Palin por tudo o que conseguiram e desejo colaborar com eles para renovar a promessa desta nação durante os próximos meses.

Quero agradecer a meu parceiro nesta viagem, um homem que fez campanha com o coração e que foi o porta-voz de homens e mulheres com os quais cresceu nas ruas de Scranton e com os quais viajava de trem de volta para sua casa em Delaware, o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.

E não estaria aqui esta noite sem o apoio incansável de minha melhor amiga durante os últimos 16 anos, a rocha de nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama da nação, Michelle Obama.

Sasha e Malia amo vocês duas mais do que podem imaginar. E vocês ganharam o novo cachorrinho que está indo conosco para a Casa Branca.

Apesar de não estar mais conosco, sei que minha avó está nos vendo, junto com a família que fez de mim o que sou. Sinto falta deles esta noite. Sei que minha dívida com eles é incalculável.

A minha irmã Maya, minha irmã Auma, meus outros irmãos e irmãs, muitíssimo obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a todos vocês. E a meu diretor de campanha, David Plouffe, o herói não reconhecido desta campanha, que construiu a melhor campanha política, creio eu, da história dos EUA da América.

A meu estrategista chefe, David Axelrod, que foi um parceiro meu a cada passo do caminho.

À melhor equipe de campanha formada na história da política. Vocês tornaram isto realidade e estou eternamente grato pelo que sacrificaram para conseguir.

Mas, sobretudo, não esquecerei a quem realmente pertence esta vitória. Ela pertence a vocês. Ela pertence a vocês.

Nunca pareci o candidato com mais chances. Não começamos com muito dinheiro nem com muitos apoios. Nossa campanha não foi idealizada nos corredores de Washington. Começou nos quintais de Des Moines e nas salas de Concord e nas varandas de Charleston.

Foi construída pelos trabalhadores e trabalhadoras que recorreram às parcas economias que tinham para doar US$ 5, ou US$ 10 ou US$ 20 à causa.

Ganhou força dos jovens que negaram o mito da apatia de sua geração, que deixaram para trás suas casas e seus familiares por empregos que os trouxeram pouco dinheiro e menos sono.

Ganhou força das pessoas não tão jovens que enfrentaram o frio gelado e o ardente calor para bater nas portas de desconhecidos, e dos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários e organizaram e demonstraram que, mais de dois séculos depois, um Governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra.

Esta é a vitória de vocês.

Além disso, sei que não fizeram isto só para vencerem as eleições. Sei que não fizeram por mim.

Fizeram porque entenderam a magnitude da tarefa que há pela frente. Enquanto comemoramos esta noite, sabemos que os desafios que nos trará o dia de amanhã são os maiores de nossas vidas - duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira em um século.

Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos valentes que acordam nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para dar a vida por nós.

Há mães e pais que passarão noites em claro depois que as crianças dormirem e se perguntarão como pagarão a hipoteca ou as faturas médicas ou como economizarão o suficiente para a educação universitária de seus filhos.

Há novas fontes de energia para serem aproveitadas, novos postos de trabalho para serem criados, novas escolas para serem construídas e ameaças para serem enfrentadas, alianças para serem reparadas.

O caminho pela frente será longo. A subida será íngreme. Pode ser que não consigamos em um ano nem em um mandato. No entanto, EUA, nunca estive tão esperançoso como estou esta noite de que chegaremos.

Prometo a vocês que nós, como povo, conseguiremos.

Haverá percalços e passos em falso. Muitos não estarão de acordo com cada decisão ou política minha quando assumir a presidência. E sabemos que o Governo não pode resolver todos os problemas.

Mas, sempre serei sincero com vocês sobre os desafios que nos afrontam. Ouvirei a vocês, principalmente quando discordarmos. E, sobretudo, pedirei a vocês que participem do trabalho de reconstruir esta nação, da única forma como foi feita nos EUA durante 221 anos, bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada sobre mão calejada.

O que começou há 21 meses em pleno inverno não pode acabar nesta noite de outono.

Esta vitória em si não é a mudança que buscamos. É só a oportunidade para que façamos esta mudança. E isto não pode acontecer se voltarmos a como era antes. Não pode acontecer sem vocês, sem um novo espírito de sacrifício.

Portanto façamos um pedido a um novo espírito do patriotismo, de responsabilidade, em que cada um se ajuda e trabalha mais e se preocupa não só com si próprio, mas um com o outro.

Lembremos que, se esta crise financeira nos ensinou algo, é que não pode haver uma Wall Street (setor financeiro) próspera enquanto a Main Street (comércio ambulante) sofre.

Neste país, avançamos ou fracassamos como uma só nação, como um só povo. Resistamos à tentação de recair no partidarismo, na mesquinharia e na imaturidade que intoxicaram nossa vida política há tanto tempo.

Lembremos que foi um homem deste estado que levou pela primeira vez a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre os valores da auto-suficiência e da liberdade do indivíduo e da união nacional.

Estes são valores que todos compartilhamos. E enquanto o Partido Democrata conquistou uma grande vitória esta noite, fazemos com certa humildade e a determinação para curar as divisões que impediram nosso progresso.

Como disse Lincoln a uma nação muito mais dividida que a nossa, não somos inimigos, mas amigos. Embora as paixões os tenham colocado sob tensão, não devem romper nossos laços de afeto.

E àqueles americanos cujo apoio eu ainda devo conquistar, pode ser que eu não tenha conquistado seu voto hoje, mas ouço suas vozes. Preciso de sua ajuda e também serei seu presidente.

E a todos aqueles que nos vêem esta noite além de nossas fronteiras, em Parlamentos e palácios, a aqueles que se reúnem ao redor dos rádios nos cantos esquecidos do mundo, nossas histórias são diferentes, mas nosso destino é comum e começa um novo amanhecer de liderança americana.

A aqueles que pretendem destruir o mundo: vamos vencê-los. A aqueles que buscam a paz e a segurança: apoiamo-nos.

E a aqueles que se perguntam se o farol dos EUA ainda ilumina tão fortemente: esta noite demonstramos mais uma vez que a força autêntica de nossa nação vem não do poderio de nossas armas nem da magnitude de nossa riqueza, mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e firme esperança.

Lá está a verdadeira genialidade dos EUA: que o país pode mudar. Nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já conseguimos nos dá esperança sobre o que podemos e temos que conseguir amanhã.

Estas eleições contaram com muitos inícios e muitas histórias que serão contadas durante séculos. Mas uma que tenho em mente esta noite é a de uma mulher que votou em Atlanta.

Ela se parece muito com outros que fizeram fila para fazer com que sua voz seja ouvida nestas eleições, exceto por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.

Nasceu apenas uma geração depois da escravidão, em uma era em que não havia automóveis nas estradas nem aviões nos céus, quando alguém como ela não podia votar por dois motivos - por ser mulher e pela cor de sua pele.

Esta noite penso em tudo o que ela viu durante seu século nos EUA - a desolação e a esperança, a luta e o progresso, às vezes em que nos disseram que não podíamos e as pessoas que se esforçaram para continuar em frente com esta crença americana: Podemos.

Em uma época em que as vozes das mulheres foram silenciadas e suas esperanças descartadas, ela sobreviveu para vê-las serem erguidas, expressarem-se e estenderem a mão para votar. Podemos.

Quando havia desespero e uma depressão ao longo do país, ela viu como uma nação conquistou o próprio medo com uma nova proposta, novos empregos e um novo sentido de propósitos comuns. Podemos.

Quando as bombas caíram sobre nosso porto e a tirania ameaçou ao mundo, ela estava ali para testemunhar como uma geração respondeu com grandeza e a democracia foi salva. Podemos.

Ela estava lá pelos ônibus de Montgomery, pelas mangueiras de irrigação em Birmingham, por uma ponte em Selma e por um pregador de Atlanta que disse a um povo: "Superaremos". Podemos.

O homem chegou à lua, um muro caiu em Berlim e um mundo se interligou através de nossa ciência e imaginação.

E este ano, nestas eleições, ela tocou uma tela com o dedo e votou, porque após 106 anos nos EUA, durante os melhores e piores tempos, ela sabe como os EUA podem mudar.

Podemos.

EUA avançamos muito. Vimos muito. Mas há muito mais por fazer. Portanto, esta noite vamos nos perguntar se nossos filhos viverão para ver o próximo século, se minhas filhas terão tanta sorte para viver tanto tempo quanto Ann Nixon Cooper, que mudança virá? Que progresso faremos?

Esta é nossa oportunidade de responder a esta chamada. Este é o nosso momento. Esta é nossa vez.

Para dar emprego a nosso povo e abrir as portas da oportunidade para nossas crianças, para restaurar a prosperidade e fomentar a causa da paz, para recuperar o sonho americano e reafirmar esta verdade fundamental, que, de muitos, somos um, que enquanto respirarmos, temos esperança.

E quando nos encontrarmos com o ceticismo e as dúvidas, e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com esta crença eterna que resume o espírito de um povo: Podemos.

Obrigado. Que Deus os abençoe. E que Deus abençoe os EUA da América." - Barack Obama, presidente eleito dos EUA





João M. A. da Silva
Data: 05/11/2008
Hora: 14h37
Atulizado: 14h58
Momento: Após eleição americana
criticasconstrutivas.blogspot.com

4 de nov de 2008

FATEC de Americana fica sem telhado

No dia 29/10/2008 (quarta) após forte chuva, a Faculdade de Tecnologia de Americana (FATEC - AM), interior de São Paulo e que foi inaugurada em abril deste ano, viu desabar parte de seu telhado. Um aluno foi ferido, mas passa bem. Em nota oficial (site aqui), a FATEC de Americana informa aos alunos sobre a volta as aulas:

"Srs. alunos, as atividades acadêmicas presenciais retornarão a partir do dia 10/11/2008, em espaço físico a ser informado nos próximos dias. Informações mais detalhadas serão divulgadas a partir do dia 05/11/2008." - Direção da FATEC - AM

Segundo Alessandra Branco, moradora de Americana, que enviou notícia (e as duas fotos) ao portal VC no G1 (leia aqui). Houve danos nos computadores, laboratórios e biblioteca.

O DIA online, noticia (íntegra aqui) que "de acordo com o Corpo de Bombeiros estadual, o incidente ocorreu às 19h45 e destruiu parte do bloco acadêmico e do bloco administrativo da faculdade."

Fatalidade ou ...?

O Blog Política Crítica (veja aqui) em post dia 01/11/2008, informa que "o deputado estadual Antonio Mentor (PT), irá questionar na Assembléia a construção da FATEC - AM, que não resistiu à ventania".

No portal VC no G1, Alessandra Branco argumenta: "Nossa faculdade foi construída no final de 2007 e em menos de um ano já vimos rachaduras em meio a faculdade".

O vídeo abaixo, acoplado do Youtube é uma reportagem local:



FATEC de Mogi Mirim

Para ajudar neste debate temos o caso da FATEC de Mogi Mirim no mês passado.

O Ministério Público interditou (25/09/2008) parte da obra de construção da FATEC de Mogi Mirim (região de Campinas), segundo reportagem de O Globo (leia aqui) os trabalhadores contratados pela construtora Engeva, trabalhavam sem equipamentos de proteção, sem higiene, banheiros em más condições, rede elétrica precária e salários atrasados. A obra que esta orçada em 3,5 milhões conta com verba do Estado de São Paulo e esta sob responsabilidade da Prefeitura.

Se já não bastasse, segundo O Globo, "foi constatado que a obra não foi registrada na Delegacia Regional de Trabalho e a Construtora deixou de apresentar o Programa de Controle de Ambiente de Trabalho, onde constam informações como o prazo de execução e o número de operários". A prefeitura se limitou a suspender o pagamento a construtora Engeva até que se regularize a situação com os trabalhadores.

A ação do Ministério Público, se deu devido a denúncia (leia aqui) feita pela SITICECOM (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Cerâmica, Refratários, Construção, Montagem Industrial, Pavimentação, Obras e do Mobiliário de Limeira e Região), que inicou uma greve em 22/09/2008 com cerca de 90 trabalhadores contratados para a construção da FATEC de Mogi Mirim, após 80% dos trabalhadores serem despedidos sem qualquer acerto salarial, além da suspenção da alimentação e das péssimas condições de trabalho.

No dia 10/10/2008, após a já citada, intervenção do Ministério Público, a empresa Engeva realizou os pagamentos das recisões e salários atrasados. O presidente do Sindicato, Ademar Rangel da Silva, disse (íntegra aqui) que nas obras públicas sempre acontece episódios parecidos como este, uma vez que as prefeituras abrem licitações e as construtoras de outras regiões do estado e até mesmo do país se apresentam com valores menores e ganham a concorrência. Trabalham de maneira irregular, causando este tipo de transtorno.

Opinião

O problema que vejo no Governo de São Paulo que esta há 16 anos na mão do PSDB é a falta de oposição. A maioria esmagadora na câmara dos deputados faz com que as denuncias sejam colocadas debaixo do tapete.

A própria imprensa de São Paulo, fecha muito bem os olhos, para os muitos problemas da gestão tucana.

A fiscalização de qualquer obra devem ser constantes e não somente em caso de greve por parte dos trabalhadores. É notável a importância das FATECs para a democratização do ensino superior (graduação) e para o mercado profissional em tecnologia, mas a preocupação com a qualidade sempre deve ser superior a qualquer outra intenção, eleitoreira ou não. Nos últimos anos a uma corrida para aumentar o número de vagas nas FATECs, por coincidência ou não 2010 já esta chegando e o atual governador José Serra é um sério candidato a presidência da república.

O caso da FATEC - AM (queda do telhado) e FATEC - MM (obra irregular) tem muita relação, uma já foi construída e a outra esta sendo construída.

Esperamos que o telhado da FATEC de Mogi Mirim aguente uma chuva! (sem piada)


João M. A. da Silva
Data: 04/11/2008
Hora: 13h55
Atualizado: 14h05
Momento: Eleição nos EUA
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27 de out de 2008

Após Eloá, voltemos para a crise financeira e as eleições nos EUA

Depois de quase duas semanas de "cobertura" da mídia, no seqüestro em Sandro André (SP), envolvendo a menina Eloá (se você não conhece o caso leia aqui e aqui). A mídia, especialmente as emissoras de TV aberta, voltam a falar sobre a crise financeira e as eleições nos EUA. Não que elas não quisessem continuar com a história, é que não traz a audiência de antes. A TV Record chegou a ocupar o primeiro lugar na audiência nos programas que falavam do assunto, as outras emissoras não ficavam atrás.

No dia 24/10/2008 (quinta) a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados pediu ao Ministério Público que apure denúncias, sobre os abusos das emissoras na cobertura jornalistíca, a informação é do site Ética na TV (www.eticanatv.org.br), que esta atrás da campanha "Quem financia a Baixaria é contra a Cidadania".

Rodrigo Pimental sociólogo e ex-comandante do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais - RJ), declarou em entrevista dada a Terra Magazine, que a mídia foi "criminosa e irresponsável" (leia aqui) e citou a TV Globo, Record e Rede TV!, pelas entrevistas (!?) feitas com o sequestrador durante o sequestro.


Opinião


Infelizmente já sabemos que a TV Aberta esta infectada pela doença do "dinheiro louco", se o programa traz dinheiro continua, se não congela. Independente da qualidade, ética, cultura, educação e outras coisas consideradas "bobagens" por eles.

Se você assisti a estas emissoras no ápice do sensacionalismo, você esta financiando estes programas com sua audiência (= dinheiro). Seja esperto, desligue e se informe por outros meios, depois leia um livro.

Agora, entendo que seja díficil largar o osso, digo a TV, segundo depoimento de Nayara (amiga de Eloá), as duas estavam assistindo TV, antes da invasão da Polícia. Veja que ponto chegou!

A TV exerce um poder tão grande, que nem os policiais desligaram o acesso da TV dentro do apartamento.

Ouviram* de um policial no local do seqüestro: Na TV ninguém toca! deixa ele [o sequestrador] assistir a gente, porra!

Outros* juram que viram cartazes: "Globo, filma eu!" - "Daneta, ajuda aí vai!"



PS: As bolsas continuam caindo e Barack Obama deve ganhar as eleições nos EUA.




* fatos fictícios (aparentemente).





João M. A. da Silva
Data: 27/10/2008
Hora: 15h48
Atualizado: 16h35
Momento: Espectro de segunda-feira
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24 de out de 2008

A última esfera

Foto por Darrell Fraser, Pretoria - Gauteng, África do Sul


Eu tinha avistado,

depois eu não há vi mais.

Estaria girando em algum outro lugar?

Ou explodiu junto com as quedas.






João M. A. da Silva
Data: 24/10/2008
Hora: 17h13
Atualização: 17h25
Momento: É sexta meu irmão!
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14 de out de 2008

É proibido pensar? - parte 2

Algumas pessoas preferem fechar os olhos, por vários motivos: desmotivação, cansaço, desilusão, coação e medo.

Tem aquelas que fazem pior, pedem para você fechar os olhos. Normalmente esses são os grandes responsáveis pelos atuais problemas.

A esses pergunto: por que tanto medo?

Porque não deixar que os olhos fiquem abertos. Não existe nada mais sublime que o pensamento em seu alto grau de ebulição.

Se você questiona algo, fique feliz, você esta vivo!

A celebre proposição de Descartes "Cogito, ergo sum" (Penso, logo existo) é atualíssima.

Quando discutimos certos fatos e acontecimentos, não estamos nada mais que formulando opiniões e visões a respeito. Não vejo nenhum tipo de objeção a estes pensamentos.

John Stuart Mill em seu "Ensaio sobre a liberdade", argumenta:

"Se toda a humanidade menos um, fosse de uma determinada opinião, e apenas uma pessoa fosse de opinião contrária, a humanidade não teria mais justificativas para silenciar aquela pessoa, do que ela, se tivesse o poder, de silenciar a humanidade."

O resultado de calar uma opinião é trágica. Nos cabe fazer a nossa parte de termos a nossa, e não deixar que ela se evapore junto com o vento.

Mill continua "Mas o mal peculiar de silenciar a expressão de uma opinião é do que se está pilhando a raça humana: a posteridade assim como a geração existente; aqueles que discordam da opinião, ainda mais do que aqueles que detêm. Se a opinião está correta, eles são privados da oportunidade de se tocar o erro pela verdade; se errada, eles perdem, o que é quase como um grande benefício, a percepção mais clara e mais vívida expressão da verdade produzida por seu choque com o erro."

Bem, por essas e outras que me perguntou: "Você aí, por que quer que fechemos os olhos?"




João M. A. da Silva
Data: 14/10/2008
Hora: 17h14
Atualizado: 17h25
Momento: Texto escrito há um bom tempo.
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2 de out de 2008

5 minutos para pensar


"Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso"
Albert Einstein






João M. A. da Silva
Data: 02/10/2008
Hora: 14h09
Atualização: 14h15
Momento: Albert Einstein
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1 de out de 2008

Época poderá decidir eleição em Lorena - SP


A reportagem de Flávio Machado da Época (veja aqui), publicada no portal com grande destaque (veja screenshot acima) no último dia 30, a 4 dias da eleição, poderá trazer surpresas na eleição municipal da cidade de Lorena (86 mil habitantes) a 180 Km da capital do estado de São Paulo.

Acusação

Segundo a reportagem, o atual prefeito Dr. Paulo César Neme (pediatra) é acusado de praticar abuso sexual contra uma criança de 12 anos. O prefeito não quis comentar as acusações.


Jogada eleitoral?


Muitos estão se perguntando o motivo de a 4 dias da eleição a Época, um grande veículo de comunicação nacional, publicar no seu portal visto por milhões de pessoas esta acusação. Um momento em que o atual prefeito é favorito a reeleição.

Uma possível resposta do editorial de Época seria o atual cenário policial de investigação e caça aos pedófilos (vide também a CPI da Pedofilia em Brasília).

Mas a princípio, a reportagem soa oportunista e poderá ser lida com outros olhos. Uma grande tristeza se as acusações forem verídicas.


Pedofilia


Não existe justificativa para pedófilos. Também não existe culpa sem a sentença. O grande problema é que Paulo César Neme, não tem um bom histórico, segundo a reportagem e a própria população local (vide os comentários que estão sendo deixados no portal da Época).


Candidatos


O legue de candidatos a prefeito de Lorena é bem difícil, temos:
- Aloisio Vieira (PDT) - já foi prefeito por oito anos e não teve suas contas aprovadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), quando era prefeito e quase não conseguiu ter sua candidatura aprovada.
- Fábio Marcondes (PPS) - vem de uma família tradicional e já carimbada (leia-se cansada) na cidade e não tem carisma.
- Sub-tenente Orlando (PTC) - não fez coligação com nenhum partido, pertence ao pequeno PTC e se limita a passar com um carro de som dizendo "Boa tarde e bom trabalho a todos, sou o candidato que não suja a cidade e que não tem dinheiro para campanha".
- Paulo Neme (PTB) - agora acusado de pedofilia.


Debate na TV


A TV Band Vale (a regional da TV Bandeirantes) irá realizar amanhã (02/10 - quinta-feira, às 22h00), um debate com os candidatos da cidade de Lorena. E com todas essas acusações, promete ser um debate bem quente.


Reflexão


A população de Lorena deve fazer uma grande reflexão, pois não é fácil as opções de voto para o dia 5. Também devem pensar sobre o jogo político que infelizmente é muito sujo.


Será que Época poderá decidir a eleição de uma cidade pequena como Lorena?


Atualizado!

O prefeito Dr. Paulo César Neme da cidade de Lorena - SP, citado acima na reportagem, foi reeleito por mais 4 anos com 69,24% dos votos válidos, segundo o TSE. Portanto a pergunta de certa forma já foi respondida.



Obrigado a todos pelos comentários!




João M. A. da Silva
Data: 01/10/2008
Hora: 14h07
Atualização: 15h30 (07/10/2008 - 16h00).
Momento: Voltando ao trabalho
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18 de set de 2008

Resenha: "O Escafandro e a Borboleta - Jean-Dominique Bauby"

Livro: O Escafandro e a Borboleta
Autor: Jean-Dominique Bauby
Editora: Martins Fontes
Edição: 1º (1997) / 2º Tiragem (2008)



Há tempos estou para comentar esta obra que é bem particular.

Em uma pesquisa na internet uma página estava falando sobre a vida de Jean-Dominique Bauby e seu esforço para escrever este livro.

Surprendi pelo metódo que Jean-Dominique utilizava para se comunicar.

Outro fato impressionante era o tamanho da lucidez, apesar de tudo que ele passou.

Confesso, que tudo isso me vez comprar este livro. Vamos aos fatos.

Jean-Dominique Bauby sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em 8 de dezembro de 1995 e mergulhou em um coma profundo. Quando saiu do coma foi atingido pela rara "Locked-in Syndrome", Síndrome que não permitia mexer-se, comer, falar e respirar sem ajuda de aparelhos. A única parte de seu corpo que se movimentava era seu olho esquerdo.

Apesar disso, todo seu intelecto se mantinha intacto.

Toda comunicação de Jean-Dominique era feita com ajuda de um alfabeto, padrão ESA... (adaptado para a língua francesa), com isso era mais rápido e menos consativo para ele formar as palavras. Pois quando se percorria o alfabeto, Jean-Dominique piscava na letra desejada e assim letra por letra o livro foi sendo escrito.

O livro em si é uma mistura de uma narrativa dos momentos em que se recuperava no hospital com lembranças passadas de sua vida.

Em certos momentos nos sentimos preso junto com ele em seu escafandro e em outros conseguimos voar como as borboletas em suas lembranças.

O que fica claro, e não podera ser diferente, é a angustia de Jean-Dominique em não poder-se mexer e de opiniar a respeito de algo. Era o resultado de sua alta percepção dos movimentos em sua volta. Imagine um pai sem poder abraçar seus filhos...

Ao mesmo tempo, temos o extraordinário, que é poder ler um relato de alguém que viveu esta condição. Isso mostra a capacidade da mente humana, que mesmo em um corpo inerte consegue pulsar e dar grandes lições de vida.

A nossa pequenez frente ao acaso, nos faz refletir de que modo estamos caminhando, as vezes estamos livres para fazer o que quiser, mas nos prendemos pelo medo, outras queremos voar mas nem se quer damos um salto.

Jean-Dominique procurava uma chave para abrir seu escafandro, e você quer se trancar? por que?



João M. A. da Silva
Data: 19/09/2008
Hora: 16h45
Atualização: 16h55
Momento: Finalmente escrevi algo sobre este livro
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--
NOTAS

* Jean-Dominique Bauby nasceu em 1952. Jornalista, tinha dois filhos e era redator-chefe da revista "Elle".

* Escafandro é uma armadura de borracha e ferro usada por mergulhadores para trabalhos no fundo da água. (Fonte: wikipedia.org).


15 de set de 2008

Relembrando

Bem, como as atualizações não aparecem por aqui, fica dois links de postagens antigas:

1) Dalai Lama - Ensinamentos: Oito Versos que Transformam a Mente


2) Martin Luther King: "Eu tenho um sonho"



João M. A. da Silva
Data: 16/09/2008
Hora: 10h04
Atualizado: 10h04
Momento: Desculpa para atualizar o blog
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27 de ago de 2008

É proibido pensar?





* Este post não saiu em branco, talvez seja seus pensamentos!




João M. A. da Silva
Data: 27/08/2008
Hora: 14h40
Atualização: 14h50
Momento: Hei! você vai ficar de braços cruzados?
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22 de ago de 2008

Maldito seja Galvão Oeno

Dizem que podemos escolher, mas nem sempre podemos escapar de vultos ideológicos e filosóficos, infelizmente cuspidos nos ouvidos inocentes que movimentam a massa.

Maldito seja o poder do microfone na mão de alguém. Maldito seja a coerência do que se fala e pensa.

Maldito seja aqueles que nunca ajudaram ou apenas brincam em ajudar.

Quem são os "tatus" que cobram algo, daquilo que nem se quer conhecem.

Maldito seja, não necessariamente a pessoa, mas aqueles que imaginam que sem ajuda alguém consegue algo, que a falta de apoio é suprida por um elogio, que um "vai lá campeão" apaga a cuspida no rosto, que o aplauso alimenta a fome.

Qual foi a sua contribuição para o esporte e quanto dinheiro ganhou em cima do suor de operários.

Quantas crianças você educou. Quais foram suas atitudes!?

Maldito seja, seu verme de terra podre. Fique na sua sala com ar-condicionado e água fresca.

Maldito seja, rato sem opinião coerente, joga com o jogo do momento. Aplaude vento e crítica lesma.

Maldito seja, medíocre profissional. Que sem a qualidade de sua casa e sua equipe, não seria nada.

Como fazer critica com construção com tamanho buraco, difícil mas sempre existe:

Se retire do palco "bem amigo"!





João M. A. da Silva
Data: 22/08/2008
Hora: 13h55
Atualização: 14h10
Momento: Ouvindo merda na TV
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18 de ago de 2008

O Analfabeto Político por Bertolt Brecht

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

Por Berlot Brecht*





*Bertolt Brecht nasceu Augsburg, Alemanha em 1989, morreu em Berlin no ano de 1956. Foi um influente dramaturgo e escritor alemão.




João M. A. da Silva
Data: 18/08/2008
Hora: 13h22
Atualizado: 13h30
Momento: Gota sobre a água
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14 de ago de 2008

20ª Bienal do livro de são paulo: um oceano de palavras


Começa hoje (14 a 24 de agosto) a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Pavilhão de Exposiçõs do Anhembi.

Entrada: R$ 10,00 (adultos) e R$ 5,00 (estudantes).

O Site oficial da Bienal do Livro e o portal Folha Online estão com espaços bem completos sobre o evento.

Infelizmente os brasileiros cultivam pouco a leitura.

Existe uma pesquisa chamada "Retratos da Leitura no Brasil" do Instituto Pró-livro (2008), site: http://www.prolivro.org.br, bem completa. O instituto disponibilizou em formato PDF a pesquisa, veja aqui.




João M. A. da Silva
Data: 14/08/2008
Hora: 13h52
Atualização: 14h35
Momento: Véspera de feriado na cidade
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11 de ago de 2008

Eleições 2008: Lista de candidatos que respondem a processos na justiça

Apesar do fato de que todo mundo é inocente desde que se prove o contrário. A lista da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), serve para informar se o seu candidato tem alguma pendência na justiça, já que o Supremo liberou a candidatura dos que tem "ficha suja" (veja notícia aqui).

Para consultar a lista clique aqui



Uma outra dica é o site do Projeto Transparência Brasil, que também contém uma base de dados com históricos de políticos brasileiros.




João M. A. da Silva
Data: 11/08/2008
Hora: 16h08
Atualizado: 16h10
Momento: Após ler o Jornal Regional
criticasconstrutivas.blogspot.com

Eleições 2008: Candidatos que queremos ter?




Anda circulando por aí este vídeo, pensei em duas reflexões:

1) Nervosismo ou falta de projetos?

2) Seu candidato a prefeito ou vereador, faria o mesmo?




João M. A. da Silva
Data: 11/08/2008
Hora: 14h25
Atualizado: 14h37
Momento: Comendo Kibe
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7 de ago de 2008

As olímpiadas


Antes uma observação: aprendi durante toda minha vida a chamar a capital da China de Pequim agora virou Beijing, não somente internacionalmente mas nacionalmente também. Estranho!?

Bem começa os jogos olímpicos que vão do dia 6 até o dia 24 (abertura 8).

Para mim as olimpíadas é uma forma de mostrar qual país é melhor que o outro, e o esporte se torna patológico porque a medalha vira a deusa da vez.

A excitação da mídia é absurda, quase que chegam ao orgasmo. As palavras herói e heroína só perdem para a de superação.

Primeiro vem aquelas coberturas culturais do país sede, mostram a culinária e o lazer dos habitantes nativos.

Depois todos os jornalistas ficam uniformizados ou com as cores do pais sede ou com as da bandeira do seu país, para mostrar patriotismo (ou falso). Entrevistas nos aeroportos, sorrisinhos e tapinhas nas costas: Vai lá campeão! Traga esta medalha para nós!


Vai lá campeão!?


É a maldita hipocrisia de cobrar resultados, parecem que se esqueceram de olhar para o apoio que o esporte recebeu durante os quatro anos passados.

Se bem que resultados olímpicos ao meu ver não passa de perfumaria.


Caso Tibete

Nessas olimpíadas em especial temos uma particularidade que pela sua grandeza se torna assunto para outro post. Mas o Tibete tem uma grande chance de gritar para o mundo. Pois é um absurdo o que a China faz com o povo tibetano, aliás com o seu próprio povo.

Se tem alguma medalha que mereça ser de ouro iria para a libertação do Tibete. Apesar do regime teocrático tibetano antes da revolução maoista não ser um modelo em termos de liberdade para o povo, acredito que estes 40 anos de exílio tenha mudado a cabeça de Tenzin Gyatso (14.º Dalai Lama) para uma maior liberdade religiosa e econômica de seu povo.


Por que choramos quando ouvimos o hino nacional?

Depois do momento político, voltamos.

Estranho mas a perfumaria nos faz chorar quando escutamos nosso amado hino nacional. A patologia mostra seu lado positivo o lado da emoção.

Ao ver aquela bandeira no topo do mundo no topo da lua nos sentimos super, nos sentimos melhores que todos, não nos sentimos do terceiro mundo, somos os reis agora. Não é o atleta que esta lá mas é todo o povo brasileiro que se superou das adiversidades da vida, das barreiras economicas, do desemprego, dos preconceitos de ser latino, mandamos tudo para o inferno e viramos os melhores, ninguém nos tira daqui de cima, pelo menos vocês irão ter que nos engolir...

...nem que seja por um minuto...

oh... já esta acabando... falta só mais um trecho... espere já vou descer daqui... deixa eu pelo menos ouvir o finalzinho...


o Pátria amada B R A S I L !





João M. A. da Silva
Data: 07/08/2008
Hora: 08h55
Atualização: 09h40
Momento: Risadinhas na TV
criticasconstrutivas.blogspot.com

25 de jul de 2008

Aonde está o centro de tudo?



O difícil trabalho de organizar, focar e fazer funcionar muitas coisas em nossa vida, me levou a pensar: "Aonde está o centro da força para realizar as coisas?"

Pensei em algumas:


- O centro poderia ser a motivação?

Fazemos grandes coisas quando estamos motivados. Mas é difícil torna-la duradoura.


- O centro poderia ser o sonho?

Sim, interessante, o problema é que às vezes fica longe demais.


- Poderia ser a necessidade?

Certo, talvez o mais prático. E quando certas coisas não são tão necessárias mais são importantes.


- E o medo?

Não, o medo nos faz pensar demais!


- A rapidez?

É bem prático. O efeito colateral é que o trabalho final não fica bem feito.


- Dinheiro?

Nem tudo se compra.


... ainda continuo procurando ...




João M. A. da Silva
Data: 29/07/2008
Hora: 17h20
Momento: Filosofando sobre a desculpa
Crédito Foto: Asif Akbar (Índia)
criticasconstrutivas.blogspot.com

23 de jul de 2008

Festival Anima Mundi 2008




O Festival Anima Mundi começa hoje (23/07/2008) em São Paulo e vai até o dia 27 de julho.

O site oficial contém vários canais que vão além do festival.






João M. A. da Silva
Data: 23/07/2008
Hora: 15h54
Momento: Aos poucos retornando das férias
criticasconstrutivas.blogspot.com

15 de jul de 2008

Palestra: Software Livre na Atualidade


Acompanhei no dia 04/07/2008 a palestra: "Software na Atualidade", ministrada por Béa Tibiriça, Presidente do Conselho Deliberativo da ONG Coletivo Digital (site aqui). Organizado pela turma do FATECandos.com, na FATEC de Guaratinguetá/SP.

O foco foi o uso de software livre em tele-centros, caminho para a inclusão digital de jovens e adultos.

A importância da filosofia do software livre, principalmente o compartilhamento de informações e o trabalho em equipe, se encaixa perfeitamente nos moldes do trabalho de inclusão digital e nos tele-centros.

Perguntei a Béa Tibiriça sobre as maiores dificuldades em montar um tele-centro. A resposta foi vencer a burocratização e desconfiança dos homens do dinheiro e a luta de sempre estar fazendo parcerias com empresas privadas.

A palestra teve tom bastante informal, e foi bastante produtiva.

Entre os vários "causos" gostei do projeto da Béa Tibiriça, em uma comunidade de aproximadamente 10 mil pessoas, aonde se tinha como único entretenimento a Igreja local, a escola ficava fechada nos finais de semana. Não tinha nem sequer linha de transporte urbano para a população. E cercado por traficantes.

Com a implantação do tele-centro, começou a ter fila para usar os computadores, isso fez com que o tele-centro se tornasse um lugar de encontros para conversas e "ventilador" de informações. A prefeitura entendeu a importância e levou transporte urbano e instalou até um posto de atendimento médico no tele-centro.

Idéia fantástica, pois os jovens passaram a ter um local para encher a cabeça e os cursos contribuíam para a formação profissional. E a comunidade ganhou um centro de entretenimento e desenvolvimento social.

Claro, teve crítica ao software proprietário. Segundo Béa, as empresas fazem "parcerias" da seguinte forma: não cobram pelo sistema operacional e contabilizavam isso como R$ milhões em doações para a prefeitura, só que mas tarde a prefeitura terá que gastar com licenças de outros softwares proprietários e com as futuras atualizações. A analogia pode ser feita com a tática que os traficantes utilizam para atrair novos usuários.

No final, Béa deixou uma mensagem para um mundo mais livre!



Se aprofunde 1: gnu.org

Se aprofunde 2: Opinião da própria palestrante sobre o evento aqui.



João M. A. da Silva
Data: 15/07/2008
Hora: 15:49
Momento: TI em foco
criticasconstrutivas.blogspot.com
Crédito fotos: Bruno Michael (FATECandos.com)

7 de jul de 2008

Brasil, um país realmente de todos!

Lendo hoje (07/07/2008) alguns portais, vejo a seguinte notícia:


Estrangeiros compram "seis Mônacos" de terra no país por dia, mostra pesquisa

Fazendeiros e investidores estrangeiros têm comprado 12 km² de terras por dia no Brasil, o equivalente a seis vezes a área de Mônaco ou sete parques Ibirapuera, informa reportagem de Eduardo Scolese. (...) De acordo com o levantamento, a compra de terras é puxada pela soja e pela pecuária, pelos incentivos oficiais à produção de etanol e biodiesel e pelo avanço do preço da terra.

Fonte: Folha Online (íntegra aqui)



Opinião

Estes dados tem como base um estudo inédito do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) sobre vendas de terras a estrangeiros.

No Blog Controvérsia, tem uma matéria dê agosto de 2007 (um ano atrás!) a respeito deste assunto, aonde o Incra já sinalizava alerta a este tema.

Já postei duas outras notícias relacionadas:

- Mais sobre a Amazônia
- Lula e os dedos na Amazônia

Fazer levantamentos e não tomar ações para frear tais compras é no mínimo incoerente.

Acho que o Governo esta levando muito a sério a marca que criaram (aqui):

BRASIL, UM PAÍS DE TODOS!





João M. A. da Silva
Data: 07/07/2008
Hora: 11h09
Momento: Jogando fora a sujeira
criticasconstrutivas.blogspot.com

2 de jul de 2008

FLIP começa hoje


A VI Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) começa hoje (02/07/2008) e vai até domingo (06/07/2008).


- Para quem não sabe o que é a FLIP veja aqui.
- Existe também um hot site para acompanhar ao vivo a FLIP, por aqui.
- A programação aqui.
- O Blog Oficial da FLIP no wordpress.
- E por útlimo o canal da FLIP no YouTube.



Opinião

Com tudo isso não preciso escrever mais nada. É momento de dupla leitura, no monitor e no papel.





João M. A. da Silva
Data: 02/07/2008
Hora: 13h15
Momento: No meio da semana
criticasconstrutivas.blogspot.com

27 de jun de 2008

Mais sobre a Amazônia

País ignora o que ocorre em 14% da Amazônia, diz Incra

da Folha Online

Um levantamento do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) revela que o órgão ignora o que se passa em 710,2 mil km² da Amazônia Legal, que compreende 59% do território do país, informa nesta sexta-feira reportagem de Eduardo Scolese, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Segundo a reportagem, o estudo mostra que, somada, a área equivale aos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná juntos.

A região, composta de terras federais não-contínuas, representa 14% da região e 65% da parte sob responsabilidade do instituto. A maior quantidade de terras de situação fundiária desconhecida fica no Pará (288,6 mil km²).

O Incra não sabe se terras estão nas mãos de posseiros ou de grileiros, tampouco o que está sendo produzido, plantado ou devastado nessas terras públicas da União.

Para mudar esse quadro e fugir da visão parcial de satélites, o Incra promete mapear as terras e regularizá-las. O instituto espera realizar a tarefa em pelo menos 200 mil km² até o final deste ano. "O nosso objetivo é estabelecer um plano para os próximos cinco, seis anos", disse o presidente do Incra, Rolf Hackbart.

Varredura

Outra reportagem da Folha (íntegra para assinantes) informa que o governo promoverá, com apoio do Exército, a "varredura" de uma área de 30 mil km² no Pará. A ação é mais uma tentativa de regularização fundiária da Amazônia.

O trabalho, que ocorre na região da BR-163, conhecida pelo alto índice de violência e grilagem de terras públicas, é feita em parceria com o Incra custará R$ 9 milhões.

Segundo o PAS (Plano Amazônia Sustentável), plano de governo para a região lançado neste mês, o Exército deve ajudar no trabalho de regularização de terras na Amazônia.

A "regularização fundiária e zoneamento ecológico e econômico" será a primeira das sete medidas que farão parte do plano, segundo o ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), responsável pela iniciativa.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u416673.shtml - Acessado em 27/06/2008.





João M. A. da Silva
Data: 27/06/2008
Hora: 09h44
Momento: Notícias matinais
criticasconstrutivas.blogspot.com