12/06/2007

Resenha do Livro "Admirável Mundo Novo" - Aldous Huxley



Ao viajar nesta obra, futuristica para nós hoje (2007), imagino como devia ter sido sua leitura no ano de 1932, ano de sua publicação.

Um livro polêmico e angustiante, se pensarmos no futuro de Huxley.

Admirável Mundo Novo, se passa na época, contata a partir de Ford, uma espécie de Jesus, uma marca não muito aprofundada no livro, podemos pensar que é um pouco longe ainda. Onde o nascimento e a criação do individuo se dá através de condicionamento, originados a partir de um processo, bastante detalhado no livro, de encubamento de óvulos e embriões, uma espécie de clonagem múltipla, e outros assuntos embriológicos que serve como base para a "geração" da nova sociedade, onde o sentimentalismo é deixado de lado e as técnicas e vida especializada é o que mais importa. Um detalhe do condicionamento humano é do ensinamento de "mantras" como por exemplo "Não fique com roupas velhas, jogue-as fora e compre novas é mais econômico assim". Existe também a separação de indivíduos, dependendo de qual atividade irá desempenhar ao longo da vida é um tipo de condicionamento, tem então os preparados para trabalho pesado, aqueles que precisam pensar um pouco mais, aquele que não precisam pensar muito e assim foi criada a atual sociedade.

Claro que nem tudo é perfeito, temos uma fuga nestas idéias de "sociedade tecnológica" que é do jovem Bernard, que começa a questionar e a sentir o vazio de viver uma vida sem muitos sentimentos, quase que a de um robô.

Huxley, entra então com uma pitada de romance, só que esta palavra não é usada neste tempo, pois não existe relacionamento duradouros entre homens e mulheres, todos ficam, e são orientados a isso, a ter vários parceiros.

Bernard parte então para uma viajem acompanhada de Lenina, uma linda e encantadora mulher, esta viajem é para um dos últimos redutos da antiga civilização, uma mistura da nossa civilização (crenças e valores) só que de modo indigina (tribos, rituais e modo de vida), lá conhecem John "o Selvagem", e ele é convidado a conhecer o outro lado, o da nova civilização.

John é filho de Linda, uma mulher que foi expulsa (ou se perdeu) da nova civilização a alguns anos atrás, cabe um pouco de mistério com relação a história de Linda.

John começa então sua aventura na nova civilização e se apaixona por Lenina e começa então uma difícil relação entre o antigo amor (fiel) e o novo amor (sem relações fixas).

"o Selvagem", conhece ainda a maneira como é "educada" as crianças e como vivem as pessoas neste mundo e não entende muitas coisas e outras tantas acontecem em sua vida, que o levam a grandes reflexões. Um exemplo é quando em um hospital John vê várias crianças ao redor de um doente muito mal, quase perto da morte, ele fica espantando ao ver, mas a enfermeira fala que eles tem que ensinar desde cedo a criança com a morte.

Esta nova civilização baseada em condicionamento, com frases prontas e respostas prontas para tudo, traz também um personagem presente quase todas as situações e acontecimentos na história, o Soma, uma espécie de droga que serve como ponto de fuga para os problemas "sentimentais" das pessoas.

É uma aventura muito bem escrita e que nos remete a grandes reflexões sobre relacionamentos, futuro e modos de vida.

9 comentários:

MMHF BLOGGERS disse...

Muito boa resennha...
no começa era confusa mais ao final foi dando uma enfase a questões que estão claras no livro e que não se consegue perceber ...
Obrigado e me ajudou muito em minha pesquisa

João M. A. da Silva disse...

O começo é confuso porque o livro em geral é meio confuso, tentei seguir a linha. Tentei também não tirar a vontade da leitura da obra, que é mais importante que ler qualquer resenha. Um abraço.

MMHF BLOGGERS disse...

Realmente o livro eh muito confuso ...
estou dando uma olhada em resenhas para ter uma segunda opinião sobro o assunto
e achei a sua em particular muito boa por ter justamente seguido uma linha e n ter se perdido obrigado at+

Brenda disse...

Nossa, estou lendo e não estava entendendo muito o livro, e resolvi procurar alguma coisa pra ver se conseguia acompanhar sem precisar ler de novo, e realmente ajudou bastante! muito boa resenha!

Kelwin disse...

Muito boa resenha,está dando ênfase as principais questões do livro,me ajudou bastante com o trabalho da escola.
Valeu mesmo ^^

Elon disse...

Esta resenha claramente foi feita tomando como base o filme de 1980 e não o livro.
O filme não trata do livro com fidelidade. Tomar o filme como cópia fiel do livro é nada menos que a danificação do tema original.
Este texto não é resenha do livro.

João M. A. da Silva disse...

Elon, obrigado pela visita e pelo comentário. Na verdade foi o contrário li o livro e não assisti ao filme (mesma coisa no livro O Escafandro e a Borboleta: http://criticasconstrutivas.blogspot.com/2008/09/resenha-o-escafandro-e-borboleta-jean.html). A edição que tenho aqui é da Editora Globo, 318 páginas, é uma edição de bolso, paguei na época acho que foi R$ 12,00. Mas se você for comprar prefira uma outra edição as folhas desta já estão todas amarelas (papel de baixa qualidade). Abraço,

Yasmine Farias disse...

O livro é bem complexo, porém não achei confuso. Voc~e deve ler com atenção e há muita expressão desconhecida. Acho um livro superinteligente e instigante. Não sei se sobreviveria em uma sociedade imposta daquela maneira.

João M. A. da Silva disse...

Yasmine, relamente é uma sociedade diferente, obrigado pela visita e comentário.