15 de set de 2006

OBTENDO LUCROS - Resenha do livro "A META"


Livro: Goldratt, Eliyahu M.; Cox, Jeff. A Meta. Editora Nobel, 2002. 366 páginas.
“A Meta” trata-se da história de um Gerente de Fábrica, Alex e sua equipe, que tem a missão de salvar uma fábrica em três meses, contando com a ajuda de um guru, Jonah, que em suas conversas com Alex, descreve os fundamentos e conceitos da Teoria das Restrições, ajudando-o a salvar a fábrica.
Esta fábrica tinha uma boa produtividade e estrutura, mas não conseguiam atingir a meta, que era há de gerar lucro. Com ajuda de Jonah consegue desenvolver alguns processos para atingir a meta. Estes processos estão relacionados com ganho, inventário e despesa operacional, além dos estudos sobre eventos dependentes, flutuações estatísticas, recursos com gargalos, que são os recursos cuja capacidade é igual ou menor do que a demanda colocada nele, e sem gargalos, que é qualquer recurso que a capacidade é maior do que a demanda colocada nele, os recursos com gargalo também são chamados de restrições.
O trabalho então era focado nas restrições, mas não somente isso, fazer também com que os não gargalhos trabalhassem no mesmo ritmo, para não gerar material desnecessário para a montagem final, tendo como resultado uma redução nos inventários, no tempo de expedição de peças, aumentando os lucros com novas vendas, chegando ao ponto de oferecer produtos em prazos curtos, com isso a empresa de Alex conseguiu se sobreviver e passou a obter maiores lucros.
Essa nova metodologia também teve seus efeitos na contabilidade, com uma nova maneira de fazer a contabilidade de ganho e de custo. A contabilidade é tão importante quanto os próprios passos na produção, pois ela que vai fazer com que tenhamos uma visão diferente e real dos resultados financeiros final, a contabilidade de ganhos se baseia em ganho, investimento e despesa operacional.
Com base em todas as etapas se criou um padrão de atuação, baseado em cinco passos: 1. Identificar a restrição do sistema; 2. Explorar a restrição do sistema; 3. Subordinar tudo o mais à decisão acima; 4. Elevar a restrição do sistema; 5. Se num passo anterior a restrição for quebrada, volte ao passo 1.
Temos ao final do livro um novo estudo, o estudo do raciocínio lógico, que foi desenvolvido, a partir dos problemas que os gestores passaram a ter, após aplicarem alguns conceitos da TOC, com isso se tornou extremamente necessário que eles próprios buscassem por si mesmos a resolver os problemas. Este método é que o próprio autor utiliza no seu dia-a-dia, no trabalho de consultoria e na vida humana.
Temos vários exemplos de aplicação da TOC (Theory of Constraints), vejamos o caso da Ford Motor Company, EUA, Divisão Electronics, com um rendimento de 3 bilhões de dólares, produção de rádios, módulos de controle, peças eletrônicas em geral. Após a aplicação da TOC deve como resultado: redução de 50% do inventário; aumento de 10% no desempenho on-time (98% de tempo integral); redução do tempo de processo de 6.4 dias para 2.6 dias (60-80%); aumento na eficiência de custo para 57%; eliminação no processo da produção, eliminando 100 milhões em desperdício de peças; defeitos em qualidades reduzidos em 50%. Esses números mostram como a TOC contribui para a melhoria no processo da Ford Motor e em muitas outras empresas.
A Teoria das restrições faz com que as empresas busquem através, principalmente, de seus gestores, a analise do funcionamento da empresa e pensei em como tirar o máximo dela, quais são suas restrições e a partir daí planejar e tomar ações em cima da analise. Levando em consideração todos os processos, vistos antes.
Penso que para o sucesso da TOC em uma empresa se deve ter uma boa equipe e todos devem estar focados e estudados a respeito.
Mas vejo também que uma das etapas e fundamentais da TOC, a de identificar e em seguida explorar as restrições do sistema, seja algo tão simples ao se ler, que não se imagina o impacto que causa em um processo da produção, e é exatamente isso que a TOC quer provocar um novo raciocínio lógico, para ter uma visão diferenciada e ampla sobre um problema.
Então, só nos resta, pensar, lógico!


Referências Bibliográficas
INTERNET-WEBSITE. Artigos TOC. http://www.numa.org.br/conhecimentos/conhecimentos_port/
INTERNET-WEBSITE. Goldratt Marketing Group.
http://www.toc-goldratt.com/store/home.php
INTERNET-WEBSITE. Wikipedia. http://pt.wikipedia.org/wiki/Eliyahu_M._Goldratt



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1 de set de 2006

TEMPOS MODERNOS: A informática e o novo renascimento

Fonte: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=396AZL006

em 29/8/2006

O laptop de Leonardo – Como o novo Renascimento já está mudando a sua vida, de Ben Shneiderman (trad. Vera Whately), 288 pp., Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2006; R$ 39,90


[do release da editora]

"A informática de hoje versa sobre aquilo que os computadores podem fazer, a nova informática versará sobre aquilo que as pessoas podem fazer." A frase que abre o prefácio de O laptop de Leonardo – Como o novo Renascimento já está mudando a sua vida resume com muita objetividade o pensamento do autor Ben Shneiderman, um dos maiores especialistas em ciência da computação dos Estados Unidos. Para ele, o século 21 pode testemunhar um novo Renascimento – ou "Renascimento 2.0" – caso saiba reconhecer as necessidades dos seres humanos no aprimoramento da tecnologia.

Considerado nos Estados Unidos um guru das pesquisas sobre interação entre computadores e seres humanos, Shneiderman, professor da Universidade de Maryland, acredita que a tecnologia só faz sentido quando melhora a qualidade de vida. Em O laptop de Leonardo ele toma a obra de Leonardo da Vinci como musa inspiradora para o que chama de "Nova Informática", mostrando que, quando se combina a ciência com a arte e a estética, é possível vislumbrar experiências de mais sucesso e satisfação com as tecnologias da informação e da comunicação. O livro é ilustrado com desenhos e pinturas de Da Vinci, que servem de paralelo para os sistemas e conceitos que o autor está propondo.

Princípio é aplicado à educação, ao comércio e à política

Ao longo de cada capítulo, Shneiderman propõe e analisa aplicações práticas do princípio básico da Nova Informática a diversos aspectos da vida em sociedade. Na área da educação, por exemplo, mostra como os softwares e a internet podem ser aplicados a um tipo de aprendizado mais qualificado, menos focado em cobranças, no qual cada aluno é estimulado a desenvolver suas habilidades. Num tempo em que os sites de busca já são manejados com desenvoltura por crianças que acabaram de ser alfabetizadas, não faz sentido, segundo Shneiderman, a escola continuar exigindo dos estudantes a memorização de um amontoado de datas e nomes de heróis nacionais. O computador assumiria o encargo do acúmulo desta cultura enciclopédica, servindo, também como uma ferramenta para o desenvolvimento da criatividade e da interatividade com os colegas de classe ou de outras escolas e universidades.

O estilo de vida de Da Vinci serve de inspiração para o capítulo sobre comércio on-line, em que Shneiderman defende a teoria de que o sucesso dos bons negócios na rede está atrelado a duas tendências: a personalização controlada pelo comerciante e a customização controlada pelo cliente. A idéia de customização também norteia o capítulo sobre política, em que o autor imagina sites comunitários, que sirvam para administrar projetos e áreas de um município, e portais para acompanhamento das atividades dos políticos, para que o eleitor observe quem cumpriu suas promessas de campanha e abra debates com a equipe de um senador, prefeito ou deputado, aumentando a transparência e diminuindo a corrupção.

O laptop de Leonardo afirma que a busca de excelência e de criatividade é, antes de mais nada, a busca do autoconhecimento ("Quem sou eu? E o que eu quero, afinal?"). Também é um reconhecimento das necessidades do outro, que leva à interatividade. Mirando o tempo inteiro em Leonardo Da Vinci, Shneiderman dá pistas do perfil de um Leonardo moderno, que poderia servir de porta-voz para esta era do "novo Renascimento":

"Poderia ser um pesquisador de genomas, como Craig Ventner, que faz comentários precisos na televisão com o tom autoritário do naturalista David Attenborough e a compreensão política de Gandhi (...) Poderia também ser uma intérprete musical como Madonna, que tem o domínio da cor e forma de Georgia O’Keeffe e as idéias de informática de Bill Gates. Na nossa era de especialistas, as combinações de habilidades múltiplas nos surpreendem, mas era isso que tornava Leonardo tão fantástico e criativo".

O autor

Ben Shneiderman é professor de Ciência da Computação da Universidade de Maryland, onde dirige Human-Computer Interaction Laboratory. É autor de diversos livros, entre eles Software Psychology: human factors in computer and information systems e designing the user interface: strategies for effective human-computer interaction – a bíblia dos webdesigners. Seu maior sucesso editorial foi O laptop de Leonardo – um livro tão importante que o Massachusets Institute of Technology (MIT) criou um portal exclusivo sobre ele, com grupos de discussão, artigos e entrevistas do autor.