30 de mai de 2006

14 Motivos à favor da nacionalização das reservas de gás na Bolívia

[Texto elaborado para servir de base no debate da disciplina geopolítica]


Coloco aqui 14 motivos em pró à nacionalização, mas deixo um aviso de que não existe nada de um lado só, pois o melhor caminho é para frente, e a melhor forma de ir para frente é juntar os dois lados.

1 – Bolívia é hoje o país mais empobrecido da América do Sul, 65% da população vivem abaixo da linha da pobreza.

2 – A Nacionalização foi promessa eleitoral de Evo Morález – 89% da população é a favor da Nacionalização.

3 – A Nacionalização não envolve expropriação e pretende rever os contratos de privatização que foram aprovadas na década de 1990 no qual não houve aprovação do poder legislativo, como manda a constituição boliviana.

5 – Durante as privatizações as empresas transnacionais se beneficiaram com a redução de 50% para 18% nos impostos pagos para o Estado boliviano.

6 – Depois da privatização os executivos da Repsol YPF (Espanha e Argentina) e PETROBRAS, festejavam o fato de que para cada dólar investido na Bolívia, a empresa obtinha 10 de lucro.

7 – Evo Marález, em entrevista ao programa Roda Viva – TV Cultura: “Não faz nenhum sentido o povo boliviano navegar sobre um mar de petróleo e gás, sem ter gás de cozinha nas próprias casas” (a esmagadora maioria dos lares bolivianos ainda cozinha à lenha) e vivendo na miséria absoluta.

8 – Na Noruega, por exemplo, existe um monopólio do estado sobre a produção petrolífera. No Brasil também e na Grã Bretanha houve um aumento dos impostos sobre a produção de petróleo, de 40 a 50%.

9 – Durante o governo de FHC, a Petrobrás começou a investir em produção na Bolívia, com o objetivo de utilizar o gás boliviano como uma fonte de energia barata. A Petrobrás investiu 1,5 bilhões de reais desde 1996 e é a empresa mais importante na Bolívia. A Petrobrás sozinha controla 18% do PIB boliviano; paga 24% de todo o imposto do país e controla 35% da exportação total da Bolívia. A empresa também controla 46% das reservas de gás, 95% da capacidade das refinarias, e toda a venda de gasolina no país. Este é o certo?

10 – O jornal chileno "La Nación", escreve que o país espera poder importar mais gás da Bolívia agora, e que o país pode pagar o dobro do preço que o Brasil paga.

11 – Na verdade o gás boliviano é barato. Clóvis Rossi, colunista da Folha de São Paulo, cita o exemplo do gás da Califórnia que é 6 a 7 vezes mais caro que o da Bolívia. Os consumidores em São Paulo pagam na verdade menos pelo gás do que os consumidores da própria Bolívia!

12 – No ano passado, a Petrobrás teve um lucro recorde de 23,7 bilhões de reais, um aumento de 40%! Esse lucro foi maior do que o PIB boliviano! 7 bilhões desse lucro irão para os acionistas, cuja maioria está no exterior, em forma de dividendos. Só esses dividendos são o dobro do que a Petrobrás investiu na Bolívia durante os 10 últimos anos!
Outra estatística – O Lucro da Petrobras na Argentina sob 145%! no primeiro trimestre.

13 – O Presidente Jacques Chirac (França) apóia a nacionalização da Bolívia.

14 – O Estado boliviano tem soberania para decidir sobre qual é o melhor modelo para o seu desenvolvimento. Se isto será eficaz, é outra história!

Considerações Finais

Este é apenas um resumo de um pensamento a favor da nacionalização, mas espero que você consiga olhar de várias formas um problema em questão. Não quis colocar aqui o lado contra a nacionalização, pois isso você acha com freqüência em qualquer jornal/telejornal ou em discussões de professores em universidade e escolas.

Mas acredito que se levarmos uma filosofia de união com um país que enfrenta crises maiores que a nossa, podemos ser ambos ajudados.



João M. A. da Silva
criticasconstrutivas.blogspot.com
Data: 12/10/2006

23 de mai de 2006

O que é Crítica Construtiva?

"Esta foi (e é) a primeira postagem, uma introdução a terminologia que dá título ao Blog, achei interessante esclarecer as raízes. O autor deste texto esta explicíto na fonte." - João M. A. da Silva (março/2009)

Fonte: BEE, Roland e BEE, Frances. Feedback. Tradução de Maria Cristina Fioratti Florez. São Paulo: Nobel, 2000.

A crítica pode ser entendida como toda a observação específica referente a um determinado comportamento, que encoraja uma pessoa a melhorá-lo, reforçá-lo ou desenvolvê-lo.
A crítica pode ser positiva ou negativa. A positiva reforça o comportamento; a negativa visa corrigir ou melhorar o comportamento ou desempenho de baixa qualidade ou insatisfatório. Ambas devem ser construtivas.

Assim sendo, deve-se evitar:
a) a inexistência de crítica positiva, ou seja, o não reconhecimento do desempenho;
b) que a crítica negativa torne-se destrutiva.

10 LEMBRETES SOBRE A CRÍTICA CONSTRUTIVA

1) Analisar a situação: Ter bem claro o quê, no comportamento e desempenho, precisa ser mudado, e por quê.


2) Determinar o objetivo e o seu efeito: Ordenar sempre de forma positiva. Ex.: estabelecer uma data específica para a entrega de um trabalho é mais eficaz do que dizer para a pessoa não se "atrasar".


3) Ajustar-se à receptividade: A tolerância com relação à crítica pode ser expressa da seguinte maneira: "baldes", "copos", "cálices". Os baldes estão totalmente abertos à crítica; os copos nem tanto; os cálices menos ainda. Para cada tipo de pessoa uma postura diferente.


4) Criar ambiente propício: Saber o momento oportuno de fazer uma observação. Se a situação estiver conturbada, perder-se-á tempo e trabalho.


5) Comunicar-se efetivamente: Na captação de uma mensagem, (7%) refere-se às palavras, (38%) refere-se à voz e ao seu volume e (55%) refere-se à linguagem corporal, que são os gestos e expressão do rosto.


6) Descrever o comportamento que deseja mudar: É essencial que a pessoa, primeiro, compreenda qual é o ponto. Depois, que ela aceite que haja um problema. E, finalmente, que ela aceite que haja necessidade de mudar. O importante é concentrar no que deve ser mudado. Evitar comentário sobre a personalidade, tais como "você deve relaxar mais, não levar as coisas tão a sério".


7) Descrever o comportamento desejado: É muito importante deixar claro o comportamento ou desempenho que deseja que a pessoa apresente no futuro. Por exemplo, diga "eu quero que você responda ao telefonema do cliente em 24 horas".


8) Procurar soluções conjuntamente: Num excesso de serviço. Por que não subdivide as tarefas? O que você poderia fazer diferente? E ajudar a explorar essa área do problema.


9) Concentrar-se naquilo que acha bom: O que importa é o crescimento do grupo e da sociedade.


10) Chegar a um acordo: Não forçar uma pessoa a mudar seu comportamento; pode-se ajudá-la e encorajá-la, mas apenas a pessoa pode efetivamente executar a mudança.