27 de jun de 2016

Sabedoria paterna

"A vida é como um jogo de damas, a gente vai jogando, ora ganhando ora empatando e um dia perderemos" - Aloisio Alves da Silva (82 anos e jogando...)



João M. A. da Silva
Data: 27/06/2016
Hora: 10h

Momento: Jogo da vida
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18 de abr de 2016

O que foi aquilo?

Após acompanhar ontem (17/4) a votação do impeachment na câmara dos deputados (mais aqui), destaco alguns pontos:

- Os nossos ilustres deputados não tinham muito a percepção do que estava em jogo e a justificativa, "pela minha família", "meu pai", "minha esposa", "minha neta", "irmão", é absurda, só faltaram pedir um beijo para a Xuxa. Outros argumentos como "por uma estrada melhor", "mais empregos", "segurança", poucos citaram as pedaladas fiscais e decretos, reforçam o abismo de conhecimento político sobre as responsabilidades de um presidente, macro e microeconomia e outros assuntos básicos de sociologia e respeito a democracia.

- O Cunha é um sociopata, impossível ouvir tudo aquilo e não sentir sua honra ofendida, claro que talvez já não há tenha, mas...

- Acho que brotou em nós a consciência de como é importante saber votar, principalmente em deputados.

- Existe uma resposta na psicologia para definir o voto em bando, a pressão daquele circulo ao redor do microfone, a sensação de ir com a maioria (fuga) é tudo um cenário complexo de se analisar, o problema é o efeito ressaca depois. Uma analogia pode ser feita com as brigas em estádio de futebol, ninguém em sã consciência violentaria outra pessoa, no bando este sentimento muda, onde é possível encontrar até seu vizinho mais calmo sendo flagrado em atos animalescos.

- Tática espetacular do Eduardo Cunha, começar pelos estados com menos afinidades do governo, deixando o nordeste para o final, assim os indecisos acompanhavam a maioria.

O nosso futuro vice-presidente é o Cunha, não precisa falar muita coisa, ou seja: deixa rolar.



João M. A. da Silva
Data: 18/4/2016
Hora: 22h20
Momento: A esperança entre o sujo e o mal lavado
criticasconstrutivas.blogspot.com

20 de mar de 2016

Getúlio: Estranha coincidência com os tempos atuais

As cartas testamento de Getúlio Vargas

Datilografado

Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. 

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder. 

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão. 

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História. 

(Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)

-&-

Manuscrito

Deixo à sanha dos meus inimigos, o legado da minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.

Acrescente-se a fraqueza de amigos que não defenderam nas posições que ocupavam à felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês, à insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.Se a simples renúncia ao posto a que fui levado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranqüilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria.

Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem-me.Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas.Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.

Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos.
Que o sangue dum inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.Agradeço aos que de perto ou de longe me trouxeram o conforto de sua amizade.A resposta do povo virá mais tarde...”

(Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)


João M. A. da Silva
Data: 20/03/2016
Hora: 23h00
Momento: As forças ocultas da pressão humana, a democracia e a justiça.
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18 de mar de 2016

O Erro de Dilma e o Erro do Moro

Dilma: "Não coloca-se ninguém investigado, com suspeitas e podendo ser preso a qualquer momento como Ministro, é óbvio qual foi a intenção, o ato em si já se culpa nem necessita de telefonemas."

Moro: "Obstrução da Justiça não pode. E sobre Obstrução da Política?"




João M. A. da Silva
Hora: 22h50
Data: 18/03/2016
Momento: Democracia e Justiça para todos!
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20 de fev de 2016

Umberto Eco

Faleceu ontem (19/02) aos 84 anos o filósofo e escritor italiano Umberto Eco (wiki aqui e noticia aqui). Há quase dois anos, transcrevi aqui no blog uma entrevista concedita a revista Época em 2011, releia aqui. Autor de frases geniais e escritor de grandes obras aclamadas pela crítica, sua retirada do palco é mais uma perda neste mundo já carente de grandes pensadores, concordando ou não com suas indagações.

Foto: Agência A B C



João M. A. da Silva
Data: 20/02/2016
Hora: 21:25
Momento: "A aprendizagem não consiste apenas em saber o que devemos ou podemos fazer, mas também saber o que poderíamos fazer e, talvez, não deveríamos." - Umberto Eco em "O Nome da Rosa".
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4 de fev de 2016

A Democracia

Fonte: Wilson Dias/Agência Brasil



João M. A. da Silva
Data: 04/02/2015
Hora: 08h40
Momento: Com o olhar se diz tudo
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